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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço do ano de 2012

2012 foi...  foi interessante...
Foi mais ou menos assim:
JANEIRO:
Começou com a visita da Joice que é vó da Luiza.  Vó biológica da Luiza, mas vó de coração de todos os meus outros filhos!  Como ela mesma diz, ela é minha mãe do coração!  Passeamos, aprendi uns pratos novos e fáceis, as crianças tiveram um mês com mais uma vovó!  Passou rápido esse mês!




FEVEREIRO:
Não parece, mas aí nesse teste tem duas listrinhas!  Dia 22 de fevereiro eu fiz esse teste e soube que tinha um bebezinho dentro de mim e que a família ia aumentar!  






MARÇO
Dia 08 de março o Francisco machucou o dedo na porta e levou 4 pontos no dedinho!  Foi nesse dia tbm que fui fazer a matrícula para a faculdade.  Comecei e fazer faculdade de enfermagem!  Desafio novo e grande: voltar a estudar com 4 filhos e grávida do quinto bb!





ABRIL
Abril foi um mês legal, afinal foi meu aniversário, aniversário de 2 anos do Francisco e aniversário de 2 anos do meu primeiro parto, da minha renovação!!!!  Foi em abril tbm que o Francisco foi para a escolinha, mas detestou e não se adaptou.  Desistimos da ideia e ele continuou em casa!  




MAIO
Mês das mães!  E foi o mês que senti o bbzinho que estava aqui dentro mexer pela primeira vez! Foi um mês bom pq minha gravidez começou a aparecer e minha barriga começou a crescer!  A Luiza e os meninos começaram a poder curtir a barriga.  O Francisco passou a entender que tinha um bb chegando!  Tivemos a chance de descobrir se era menino ou menina o bb, mas não quisemos saber!  



JUNHO
"Pula a fogueira iá-iá!  Pula a fogueira iô-iô!  
Cuidado para não se queimar!  
Olha que a fogueira já queimou o meu amor!"
Junho teve muita coisa acontecendo!  Minha mãe veio para cá ficar uma semana.  Vendemos o carro e ficamos a pé!  O Rafa comprou uma motinho 50cc (era cômico ele andando nela! e mais cômico ainda quando era ele, eu grávida e mil sacolas  tudo em cima da coitadinha da motinho!).    Dra. Marilena aceitou me atender em um PD aqui em Feira de Santana.  A Luiza apresentou uma dança com a sala de aula dela em um teatro.  Pietro e Francisco foram ao circo pela primeira vez e adoraram!  A cara do Francisco foi o máximo!O Henrique se apresentou na Igreja falando um texto no 2º Festival de Oratória da Primária. As férias de meio de ano chegaram (aqui na Bahia é em junho) e junto chegou o São João.  Fizemos fogueira no quintal e foi tão divertido que vamos repetira dose ano que vem!  E ainda teve o aniversário do Rafa!

JULHO
Julho é um mês cheio aqui!  E começou com um presente: Nita!  Presente para o Henrique.  E para toda família tbm, claro!  Julho teve o retorno às aulas, teve o USG morfológico do bb surpresa, Teve a primeira noite que o Francisco dormiu longe de mim.  E olha que essa dormida longe foi só do outro lado da cama em um colchão no chão ao lado do Pietro!  E o mês continuou com o aniversário de 9 anos do Henrique e o aniversário de 15 anos da Luiza.  Nada de festa para nenhum dos dois.  Só esfirra e bolo com velinha em cima!  A barriga continuou crescendo e o Francisco cresceu muito mais: ganhou uma caminha para dormir sozinho (mesmo com a caminha no meu quarto), deixou de usar fralda e passou a referir a ele próprio como "eu".

AGOSTO
Comecei o segundo semestre da faculdade.  Matérias novas, alguns professores novos e uma preguiça de ir para a faculdade...  Cai de motinho.  foi um tombo besta, mas que me deixou muito nervosa depois, pois fiquei pensando no que poderia ter acontecido.  Exatamente uma semana depois da minha queda, o Rafa sofre um acidente num cruzamento.  Uma mulher "não vê" que ele vem vindo e pega ele de frente!  Como o seguro dela ia cobrir tudo, a moto ficou mais de um mês na concessionária e acabou dando PT.  Demorou para sair, ele precisava dela para trabalhar e acabou perdendo o emprego.  AFFF...Nada de muito especial aconteceu nesse mês.  Na verdade, foi um mês beeeeem chato e que demorou para acabar...

SETEMBRO
Começaram os preparativos para a chegada do bb surpresa.  Visitamos a Exposição Agropecuária e vimos um bezerro que tinha acabado de nascer.  Mas acabado mesmo!  A gente perdeu o parto por menos de 5 minutos!  Fiquei emocionada e feliz!  Chegou nosso carrinho novo e voltei a ir para a faculdade de carro UFA!!!  A barriga, cada dia maior, me deixava louca de ansiedade kkkk  Foi em setembro que passamos a nossa maior dificuldade financeira tbm.  Isso foi muito chato e triste!


OUTUBRO
Outubro será o m~es de 2012 que nunca mais esquecerei.  Muita coisa aconteceu!  E aconteceu  melhor coisa do mundo: eu pari e meu bb surpresa nasceu!  Outubro foi um mês tenso, um mês com muita ansiedade e com muita coisa para fazer.  Arrumamos o quarto para esperar o bb chegar.  Arrumei as gavetas com as roupinhas.  Passamos por um mês tenso com uma viagem que o Rafa tinha que fazer e acabou não fazendo.  E foi um mês que eu fiz meu ninho e passei dias enfiada dentro do quarto...  Até que em uma manhã de um domingo que poderia ser qualquer domingo eu entrei em TP e pari meu bb surpresa.  Sozinha.  Foi tão rápido que não deu tempo da Marilena (GO) chegar!  Foi meu sonho se realizando.  Pari em casa, sozinha e pari uma menina!  A Rebeca chegou na nossa vida no dia 28 de outubro.  E o mundo ficou rosa e lilás!

NOVEMBRO
Esse foi um mês feliz e triste!  O calor chegou chegando aqui em Feira.  Rebeca, nossa princesinha linda, encantava a todos.  Para a Luiza foi um mês tenso; passar de ano ou reprovar.  Acabou ficando de recuperação.  Pietro não foi à escola esse mês.  Preferiu ficar em casa.  Henrique terminou o ano só com notas boas!  Mas a parte mais triste foi que no dia que completou 6 meses de vida, Nita, nossa cadela linda e amorosa, nos deixou.  Foi uma morte horrível.  Em um dia ela estava bem e no outro ela morreu no banheiro do meu quarto enquanto um veterinário a atendia.  Não teve o que fazer além de chorar a perda da sua companhia linda!  O quintal ficou mais vazio, a casa ficou mais silenciosa e ela nos deixou com uma saudade enorme e um vazio maior ainda!


DEZEMBRO
E finalmente chegou dezembro!  Luiza de recuperação.  Passou, UFA!  Rumo ao 2º ano do ensino médio.  Henrique vai para o 4º ano do fundamental.Vovó Leila veio passar o Natal conosco.  








2012 foi um ano difícil.  Muita luta, muitas turbulências.  Mas teve conquistas tbm.  Em 2012 minha família aumentou e se completou.  Chegou quem estava faltando.  Em 2012 eu realizei meu sonho de parir em casa sozinha.  Em 2012...  As crianças cresceram, aprenderam...  Nós crescemos tbm.  E nunca deixamos de aprender.  

E que venha 2013 e que seja um ano repleto de coisas boas!  

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Em 2011...


Esse ano passou voando igual a todos os outros.

Rafael: viajou muito, trabalhou bastante.

Eu: continuo em casa, mas trabalho muitooooo em casa!  Aprendi a costurar na máquina de costura.   Na igreja estou trabalhando como Presidente das moças.

Luiza: terminou o ensino fundamental!  Ano que vem estará no ensino médio já!!!  Começou um curso de desiner gráfico.  Está bem mais alta do que eu!

Henrique: terminou o segundo ano do ensino fundamental.  Participou de várias apresentações na igreja e na escola.  Sabe ler muito bem, mas tem uma preguiçaaaaa...  Adora escrever e escreveu várias histórias esse ano.

Pietro: começou na escolinha e simplesmente adorou!  Aprendeu as vogais,  os números e as cores!  Reconhece seu nome escrito.  Cresceu muito e está bem grande!

Francisco: completou seu primeiro ano de vida em abril.  Aprendeu a andar, falar várias palavrinhas, pular, correr e tudo o que um menininho desse tamanho pode aprender a fazer!

Para 2012: não espero nada em especial, só que seja tranquilo e feliz!

sábado, 15 de outubro de 2011

Relembrando a descoberta - parte 2

Então, na postagem anterior eu contei como descobri as 3 últimas gestações.  Nessa vou contar como informei para o papai que a família iria aumentar.

Henrique: logo depois que eu soube que estava grávida eu tive que sair para buscar a Luiza na escola.  O Rafa trabalhava no caminho da escola dela, então resolvi sair mais cedo e passei onde o Rafa trabalhava.  Cheguei lá e me disseram que ele estava sozinho na sala, mas quando abri a porta tinha um aluninho com ele.  Eu só olhei para o Rafa e perguntei: "Tem alguma coisa diferente em mim?" Os dois fizeram cara de Hã? e eu fiquei esperando do lado de fora.  Quando pude entrar e ficar sozinha com o Rafa continuei a perguntar o que tinha de diferente em mim e ele começou a chutar: "sobrancelha?  cortou o cabelo?" e eu fazendo que não com a cabeça!  E então ele fala o que eu achei que ele não fosse falar: "Tá grávida?"  como eu não esperava que ele fosse chutar essa possibilidade eu só reagi com um "sim..."  E ele começou a chorar e me abraçou e eu tbm chorei!
Para a Luiza contamos no mesmo dia!  Ela tinha 5 anos e entendeu que teria um irmãozinho.  Ficou feliz!

Pietro: Depois de ver que tinha um bebê dentro de mim eu saí do banheiro com a fitinha do teste na mão.  Eles estavam na sala e não sabiam que eu tinha ido fazer o teste no banheiro (tá bom, eu imaginei que o Rafa sabia ou imaginava, pelo menos...).  Saí do banheiro tentando fazer cara de decepção, mas é claro que não consegui.  Cheguei na sala olhando para eles e falei: "Tem nenê!"  O Rafa arregalou os olhos: "Quê?"  Me abraçou e começou a chorar e eu tbm!  A Luiza, com 9 anos na época, começou a gritar "Viva!  Parabéns!!!!" e o Henrique, com 3 anos, gritava parabéns tbm, mas nem fazia ideia do motivo!  Esperei passar uns dias para explicar para ele o que realmente estava acontecendo.  Contei para ele em um sábado e ele ficou tão feliz, mas tão feliz que saiu falando para todo mundo no shopping "Minha mãe tem um nenê na barriga que vai ser meu irmão!"

Francisco: Eu fiquei sabendo sozinha que estava grávida e ninguém nem sabia que eu imaginava essa possibilidade.  Então pensei em contar de um jeito bem diferente.  Guardei segredo, mas comecei a falar que eu sabia de uma coisa que ninguém sabia.  Isso rendeu boas risadas.  Eles ficavam tentando adivinhar.  A Luiza estava com 12 anos e o Henrique com 6, então a brincadeira foi muito legal!  Eu dizia que eu sabia de uma coisa que ia chegar.  Bom, eles chutaram as mais variadas coisas: carro novo, brinquedos, sofá, máquina de lavar, cama...  tudooooo.  Dessa vez eu já estava preparada para o caso do Rafael acabar com a graça soltando um "Está grávida!" e coloquei um pacotinho de absorvente displicentemente largado no banheiro.  ele não ia ficar contando os absorventes para saber se eu estava usado ou não!  Ele falou que eu estava grávida, como eu previ e eu respondo que não, pois até estava menstruada!  Ele caiu heheeh
Como ninguém sabia da gravidez, ela ainda era meio surreal.  Existia, mas não existia.  Eu sentia a necessidade de me trancar no quarto e ficar olhando para o teste por alguns minutos toda hora!  Até que numa segunda-feira, todos em casa, eu não aguentei mais ficar guardando o segredo só para mim.  Falei que ia contar, mas precisava preparar umas coisas primeiro: peguei um par de tênis de cada um de nós e enfileirei no corredor: Rafa, meu, Luiza, Henrique e Pietro.  Peguei uma caixinha e coloquei o teste com um parzinho de sandalinha de RN junto.  Pedi para olharem e que ali estava a resposta.  O Rafa olhou e contou os pares.  Pegou  caixinha e quando abriu não teve mais dúvida!  Chorou e eu tbm!!!  Todo mundo comemorou.  Só o Pietro, que na época tinha 1 ano e 7 meses, é que não entendeu.

Foi assim que dei as notícias de que a família ia aumentar!

NÃO, EU NÃO ESTOU GRÁVIDA!  Só estou relembrando!  Relembrar é muito bom!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Relembrando a descoberta

Exame positivo da gravidez do Francisco!

*** Atenção!  Essa postagem contém Spoiler do livro Amanhecer (Stephenie Meyer).***

Hoje no Facebook uma pessoa pediu que compartilhássemos com ela como foi a descoberta da segunda gestação nossa.  Aí fiquei relembrando como descobri a segunda, a terceira e a quarta gestação!  Resolvi fazer essa postagem para não esquecer.  Deve ficar longa, mas as lembranças nunca são poucas!
Henrique:  Eu queria engravidar assim que casei, afinal já tinha a Luiza, então nem tínhamos aqueles momentos "só nós dois" que os recém casados tem!  Mas demoramos um pouco para começar a tentar de fato.  Não me lembro quando decidimos que eu pararia o anticoncepcional, mas me lembro quando minha menstruação atrasou pela primeira vez.  Ela não desceu e eu comprei um teste de farmácia.  Fiz sem esperar o Rafa.  Fui ao banheiro e na expectativa só uma listinha apareceu: negativo...  Fiquei tão triste...  Minha menstruação desceu algumas horas depois.  Depois foram mais duas vezes: atraso - exame - negativo - decepção.  E então fui em uma ginecologista que me pediu os exames pré-concepcionais.  Por via das dúvidas pediu tbm o BHCG caso estivesse atrasada.  Fui fazer e estava no 33º dia do ciclo.  Estaria atrasada caso minha menstruação fosse regular e pontual.  Coisa que não era.  Mesmo assim a moça do laboratório (que ficava na mesma clínica da GO) resolveu colher para o Beta.  Meus exames ficariam prontos em duas semanas, então quando havia passado uma semana da coleta eu liguei para a clínica para marcar meu retorno com a GO!   A secretária da médica atende e o diálogo foi esse:
- Alô, Larissa!  Ai que bom que você ligou!  Eu tentei tanto falar com você essa semana!  Estava desesperada! É sobre seus exames!
(Eu pensei que algum resultado grave tinha aparecido) - Mas está tudo bem com meus exames?  O que deu?
- Ah!  Nada!  É que você está grávida!  Ai...  Nem sei se eu podia falar...  Peraí que vou passar para a doutora...
E enquanto ela transferia a ligação eu fiquei toda boba!  "Grávida..."  Não sabia se ria, se chorava, o que eu fazia...
Logo lembrei que eu tinha pegado um moto-táxi e pedido para ele correr muito, pois precisava ir ao banco que já ia fechar.  E depois tinha corrido muito entre um banco e outro para conseguir pegar o banco aberto...  E foi assim que descobri que esperava o Henrique!

Pietro: eu já queria outro bebê há um tempo.  Tentávamos, mas nada muito neurótico.  Já fazia uns meses que eu gastava uns reais com testes de farmácia, mas sempre dava negativo.  Tinha atrasos recodes de 10 dias e nada de gravidez.  Fora os sintomas.  Atrasava e todos os sintomas apareciam.  Mas aí atrasou um dia, dois, três...  E eu me recusei a comprar teste.  Tbm estava sem dinheiro.  E então o Rafa foi encontrar a mãe dele no dia 2 de maio e pediu dinheiro para ela para comprar um teste, pois ele iria receber dali a uns dias só.  chegou em casa com o testezinho na mão!  E lá fui eu para o xixi no banheiro.  Meio sem avisar ninguém que de fato faria o teste aquela hora, pois não queria ver a cara de decepção de ninguém.  Todos os teste que eu já havia feito (mesmo antes da gestação do Henrique) tinham sido feitos sozinha!  E então fiz xixi no copinho, coloquei  a fitinha e vi o xixi subindo... subindo... uma listinha... subindo... outra listinha... subiu!  POSITIVO!  Coração a mil! Assim descobri que estava grávida do Pietro!

Francisco: Eu já queria outro bebê desde que o Pietro tinha 1 mês.  Então qualquer enjoo que eu sentia eu corria na farmácia e comprava um teste!  Quando o Pi estava com 7 meses eu tomei a vacina para Rubéola, então eu não poderia engravidar por 3 meses!  Mas quando o Pi estava com um ano eu estava louca para estar grávida de novo!  Eu amamentava e minha menstruação demorou para voltar, então quando eu achava que poderia estar grávida eu fazia um teste.  Fiz vários.  comprava sempre na mesma farmácia e as meninas até já sabiam que eu estava louca para engravidar!  Quando o Pi estava com 1 ano e 4 meses minha menstruação desceu!  Viva!!!  Fértil de novo! Mas eu estava muito desregulada!  Primeiro ciclo: 23 dias, segundo ciclo: 40 dias, terceiro ciclo: 28 dias, quarto ciclo eu nem me liguei se iria atrasar ou não.  Dessa vez, depois de fazer dois testes de farmácia por ciclo no últimos meses eu nem me importei com nada.  Julho tinha sido um mês difícil e triste para mim, pois meu companheirinho Mingau havia partido.  Eu nem pensei em engravidar esse mês.  Dia 7 de agosto eu fiz essa postagem.  No dia 9 de agosto eu faço essa postagem.  Eu estava pirando achando que estava de TPM.  Enfim cansei de ficar sofrendo e fui comprar um teste de farmácia.  Morrendo de vergonha do pessoal da farmácia que eu sempre ia, eu fui em outra e paguei 8 reais mais caro no teste.  Cheguei em casa, bebi um pouco de água e esperei quase nada e fui fazer xixi no palitinho do teste!  Como sou muito besta, resolvi que ia fazer o número 2 assim não ficava na expectativa de ver o xixi subindo...  Abri o livro Amanhecer que estava lendo.  Li dois parágrafos e olhei o teste!  Duas listrinhas!  POSITIVO!  Ai, pensei que fosse ter um treco sentada no vaso!  Meu coração martelou no peito!  Meu ouvido começou a zumbir e eu tentei agir normalmente.  E então a Bella vai até a mala dela e descobre os absorventes que a Alice havia colocado na mala!  E faz as contas mentalmente e coloca a mão na barriga!  Ela estava grávida!  Sim!  Eu descobri minha gravidez quando lia exatamente essa parte do livro! Era dia 13 de agosto, dia internacional do Vampiro (e acho que dia do Rock).  Assim descobri a gravidez do Francisco!

Como contei para o Rafael que estava grávida?  Fica para a próxima postagem!

NÃO!  EU NÃO ESTOU GRÁVIDA!  Só estou relembrando!

sábado, 13 de agosto de 2011

"Não importa se eu não sou o que você quer"*

Hoje faz dois anos que descobri que estava grávida do Francisco!  Guardei o segredo por 4 dias, mas para dar a notícia do jeito que eu queria!  Foi gostoso guardar a novidade só para mim.  Eu precisava olhar o teste toda hora, acho que para ter certeza! E então, depois da felicidade minha, do Rafa e das crianças veio o tormento.
O tempo passa mas minha dor continua.  Minha gravidez escondida, como uma adolescente que esconde a barriga da família.  Não me lembro quando foi que contei, mas lembro que foi num impulso.  Sem querer comentei a gravidez em uma lista que participo e em seguida em outra lista tbm.  E de repente eu estava recebendo os parabéns pela nova gestação e isso me inundou de alegria.  Resolvi compartilhar.
Aquele silêncio foi e ainda é o que mais me dói.  Tudo foi dito naquele longo silêncio.  Não precisava de mais nada.  Nada que fosse falado depois poderia amenizar o ensurdecedor som daquele silêncio.  Da imensa felicidade eu despenquei para uma depressão que parecia não ter fim.  Angustia, choro...  Me senti como uma menina de 13 anos grávida e julgada por toda a sociedade. Minha gravidez aos 30 anos.  Minha gravidez invisível, como passei a chamar.  Meu filho crescendo no meu ventre e minha gravidez indesejada (por outras pessoas).  Minha barriga incomodava.  Meu filho incomodava.  Não recebi parabéns.  Ninguém me ligou desejando coisas boas.  Minha barriga crescia e continuava incomodando.  Não parecia um nascimento chegando, parecia uma ferida prestes a supurar.  Um peso que eu carregava resultado da minha inconsequência.  Ali, no meu corpo, para todos verem, estava a marca da minha irresponsabilidade.
Com o tempo, um ou outro coração amoleceu, mas no meu coração o som do silêncio daquele dia ficou.
Tudo mudou.
Francisco nasceu.  Eu pari.  Eu nasci.  E as pessoas esqueceram o silêncio.  Esqueceram o meu pecado.  Mas em mim aquele silêncio que começou no telefone vai ficar pra sempre.  Não se trata de perdoar, de deixar para lá.  Era meu filho chegando.  Era meu coração batendo duas vezes dentro de mim.  Era eu me doando para aquele ser que eu nem conhecia.
Doeu e ainda dói.  E sempre que me lembram que precisamos ser castrados (sim, essa é a palavra que quero usar) eu lembro de toda a dor que senti.  E sempre que olho para meu filho, lembro de tudo que não foi desejado para ele.  E sempre que lembro de tudo isso, vejo como o Francisco é especial.  Tão especial que conseguiu mudar tudo antes mesmo de nascer.  Tão especial que fomos paridos!!!
A aí percebo como tem gente mesquinha de sentimentos.
Mas a vida está aqui.  E hoje faz dois anos que descobri que descobri que essa nova vida estava chegando!
Parabéns Francisco e parabéns para mim!  Que todos possamos ser felizes, ter saúde e uma vida longa!


*Me adora - Pity

quarta-feira, 20 de julho de 2011

3 Maneiras Simples...

... De Tornar Sua Família Mais Feliz. (Aqui)

Então...  Aqui em casa está tudo muito complicado, muito mesmo.  A Luiza mudou da água para o vinho.  Não!  Para o vinho, não!  Para a pinga mesmo!  Affff!  O Henrique parece que esqueceu tudo o que aprendeu.  Não sabe se "comportar" mais.  Come feito um "monstro", cutuca o nariz em qualquer lugar...  O Pietro está se tornando uma criança que ninguém quer ficar perto, pois seu comportamento está terrível.  O Francisco precisa de atenção full time não só por conta da idade dele, mas pq ele exige mesmo!
E então percebi que tudo isso é reflexo de mim mesma.  Se eu estou no meio de um furação, como posso querer que as coisas em volta de mim estejam no lugar?  Mas a gente demora muito para reconhecer que estamos no meio do furação.  Lembro do filme Twister.  Lá eles falam que no olho do tornado não há vento e tudo é calmo!  Na minha cabecinha eu estou fazendo tudo certo, mas ao meu redor tudo está voando e fora do lugar!  Então isso significa que eu só estou no olho do tornado!  E quem tem que sair desse olho sou eu, se não tudo continuará voando loucamente ao meu lado e levando para longe os que eu amo, tornando cada vez mais difícil de resgatá-los!
Quando cheguei a essa constatação fiquei imaginando o que eu poderia fazer.  Lembrei desse guia que coloquei o link aí em cima.
As 3 maneiras são tão simples, mas tão simples que quando lemos falamos sem nem pensar "mas eu já faço isso!".  Mas se detalharmos cada maneira vemos que estamos meio longe do ideal!  Vamos às maneiras:
- reservar tempo uns para os outros
- melhorar a comunicação
- ressaltar valores
Ca-ra-ca!  Só isso!
Lá na primeira maneira, na página 12 do guia, diz "desliguem a televisão".  Todos os dias eu reclamo da TV.  O mundo pára para assistir TV aqui em casa.  Dia desses a Luiza virou de costas para o prato, apoiou os cotovelos na mesa, apoiou o queixo nas mãos e ficou assistindo um filme!  Eu já me livrei desse vício televisivo.  Assisto filme só em DVD que dá para pausar e assistir outro dia ou outra hora!  Mas e a internet? Percebi que passo horas na frente dessa telinha para o mundo.  O que tem me acrescentado isso?  Muita coisa.  Mas o que eu tenho perdido com isso?  Muito mais.
Me conectei com o mundo, mas me desconectei com minha família, com meus filhos.
Tomei uma decisão um pouco radical, mas poderia ser mais.  Internet 3 vezes por semana.  Segunda, quarta e sexta.  Somente de noite depois que as crianças forem dormir!
Sei que vai ser difícil, que vou sentir falta.  Que vou arrumar mil motivos justos para dar só uma entradinha e olhar só um email rápido, mas vou resistir.  Como um viciado em drogas em recuperação.  A solução para não cair em tentação é não ter por perto.  Vou deixar o modem 3G com o Rafael!  Simples assim!
Quero muito meus filhos peto de mim novamente e não voando por aí sem rumo e sem saber onde eles podem cair!
Quando começo?  Se for igual regime, que só começa de segunda-feira, sei que não vou começar nunca!  Então começa hoje mesmo!  Daqui há pouco!
Quero minha família feliz de novo!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sobre tudo e sobre nada

Hoje deu vontade de escrever.  De escrever sobre qualquer coisa, sobre toda minha vida, sobre nada em específico!

Qualquer coisa que me faça feliz: o olhar do Pietro, o sorriso do Henrique, as "tiradas" da Luiza e as conquistas do Francisco.  O sol da manhã, a brisa noturna, o cheiro da chuva, o cantar do galo.  O cachorro latindo, suco de manga, salada colorida, lima gelada.  Morango com creme de leite e suspiro, andar na rua de tarde, pão quentinho, dormir até mais tarde.  Barulhinho de bebê pequeno, fogos de artifício, seriado na TV, cinema com a família.  Pipoca de tarde, conversinha de bebê, piscina no calor, estrada vazia.  Natal, aniversário de filho, aniversário de casamento.  Carinho de gato, lua cheia, cheiro do mar, abraço de filho, lembrança da vó.  Lembrança do parto, (re)conhecer o filho, cheiro de filho.  Tantas coisas, quase nada...


Sobre toda minha vida: nasci em 79 em Salvador.  Cresci em São Paulo.  Estudei em 5 escolas.  Tive muitos amigos.  Passava as tardes na casa da minha avó.  Fui crescendo.  Passava as tardes sozinha em casa!  Estudava de manhã.  Fiz natação.  Quis ser psicóloga.  Quis ser veterinária.  Quis ser médica.  Quis ser terapeuta ocupacional. Namorei.  Quis ser mãe.  Tabalhei.  Engravidei.  Fui mãe.  Cresci.  Juntei.  Separei.  Fui para o Mato Grosso.  Voltei.  Casei.  Fui para Goiás.  Fui mãe de novo.  Cresci.  Voltei para São Paulo.  Trabalhei.  Estudei.  Fui mãe de novo.  Cresci.  Estagiei.  Engravidei de novo.  Pari; pari meu filho!  Cresci muito.  Mudei para a Bahia.  Tantas coisas em poucas linhas.

Tem dias que aacordo com sono, cansada e quando ouço o barulho das criançs no quarto ao lado fico pensando no trabalho que eles dão.  Hoje eu escolhi não pensar no trabalho.  Escolhi pensar nas bênçãos, nas alegrias, noss beijinhos babados. São só crianças!  Estão só apredendo!  E eu sou a mãe!  A melhor mãe do mundo para eles!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Nem tudo são flores

Eu decidi que queria ser mãe! Mas queria ser mãe de tempo integral! Decidi que queria ter muitos filhos e tenho 4. Mas não posso nunca reclamar que estou cansada, que estou querendo sair um pouco que ouço de algumas pessoas: "Mas você escolheu isso" (tom desdenhoso).
Realmente eu escolhi, eu quis e eu desejei ardentemente isso!
Esses dias atrás eu estava sentada na sala e meus filhos estavam no sofá! Só olhar para eles fez meu coração se encher de alegria: meu sonho realizado! Quantas pessoas no mundo podem dizer que realizaram um grande sonho? Meu sonho era ter muitos filhos e eu tenho e sou mãe deles. Nunca deleguei os cuidados deles à outra pessoa, nunca deixei de cumprir meu papel de mãe! Sou muito feliz por ser mãe!
Mas não é por isso que nunca vou estar cansada, descabelada e com vontade de sair correndo e gritando! Não é por eu ter desejado tanto que eu vá ter uma mente equilibrada para o resto da minha vida e nunca vá falar que está cansada com a gritaria das crianças!
Ser mãe exige paciência, determinação, coragem, sensibilidade e loucura! Não, eu não escrevi errado! Um pouco de loucura faz bem! Se eu estiver achando tudo lindo, perfeito e maravilhoso, algo está errado, pois nem tudo na vida materna são flores! A rosa é linda, mas tem muitos espinhos! Nunca ouvi alguém dizer que não gosta de rosas por causa dos espinhos!
Muitas vezes sinto muita, mas muita mesmo, falta de um tempo só para mim, um tempo para estudar, passear, relaxar sozinha, sem ficar esperando um choro, um pedido de água, sem esperar que um menino pelado vai entrar e pedir para ajudar a por a calça! Eu preciso disso! Preciso de um tempo só para mim, só ee comigo mesma! Mas sei que hoje não é possível, mas vai ser um dia! Enquanto isso eu só gostaria de dizer que eu amo meus filhos, amo ter muitos filhos, amaria ter mais filhos, amo minha vida e amo minha família! Mas nem tudo são flores na maternidade!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ano novo, pratos novos

A nossa alimentação estava deixando bem a desejar. Eu estva meio preguiçosa e só fazia arroz, feijão e alguma carne. Às vezes eu colocava algum legume na carne. A carne era de vaca, frango ou porco. Raramente peixe. Enfim uma péssima alimentação! E como aqui temos o hábito de lanchar de noite, então eu estava me sentindo muito mal, por não estar dando uma comida de qualidade para os pequenos. O único que estava bem era o Francisco, pois a papinha dele sempre foi boa!

Aí que resolvi mudar isso. Fazem só três dias, mas tem sido um sucesso total! Saladão como prato principal e algo para comer junto (arroz e feijão ou arroz com carne...). Ontem quase deu briga! Todo mundo queria repetir a salada e achei isso o máximo! O Henrique vibra cada vez que vê a travessa com salada! E eu faço a salada em uma daquelas formas marinex, das grandes. Parece salada de restaurante! Salada para 5 pessoas! O que foi na salada de hoje:
-1 pé de alface pequeno
- 1/4 de um pé de acelga grande
- 1 cenoura ralada
- 1 pepino cortado em cubinhos pequenos
- 1 tomate em cubinhos tbm
- 1/2 cebola picadinha

É de lamber a travessa heheheh

Espero continuar assim! Gosto de salada e de comida que faz bem. Não sou natureba (sem ser pejorativa na palavra), mas gosto de coisas que fazem bem e que são gostosas!

E comecei nesse ano a fazer compostagem, para fazer adulbo para nossa hortinha! Todos os restos de frutas, verduras e legumes vão para nosso cantinho da compostagem! E em algumas semanas vamos começar a plantar na hortinha! Não vejo a hora! E nossas galinhas vão começar a botar e tudo vai ser muito legal para as crianças!

Logo coloco foto da nossa hortinha! Hoje estamos fazendo a cerquinha!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

2011

Deixei passar o fim do ano e já estamos no começo desse ano... Acabei deixando o blog meio parado, não fiz metas, não contei as coisas que fiz... Mas ainda é tempo de fazer um balanço de 2010!
2010 começou bem! Eu estava grávida, esperando o Francisco, meu quarto filho! Eu estava ainda sem saber como seria meu parto. Não tinha nada definido. E nem definiria nada. A Luiza veio para a Bahia em janeiro e eu e os meninos fomos passar uns dias em Atibaia. O Rafa estava trabalhando em um salão no Campo Grande, bairro que eu cresci!
Os meses passaram rápido e posso dizer que 2010 teve muito anos, tantas foram as coisas que aconteceram.
Eu desejava e sonhava com um parto natural depois de 3 cesáreas. A busca durou uns 10 anos em termos de desgaste físico e emocional. Muito mais emocional do que físico! Acho que essa busca pelo parto e as decisões que foram tomadas me ajudou a crescer e a fortalecer meu relacionamento com o Rafa.
Enfim em abril eu pari. Acho que o parto foi tão fácil se comparado à busca por ele... A decisão mais difícil da minha vida eu tive que tomar sozinha. Mentir que eu tinha somente uma cesárea, confinado e acreditando que meu corpo funcionaria direito e arcar com todas as responsabilidades e consequencias caso não funcionasse. Essa foi a decisão mais difícil, sem sombr de dúvida! Acredito que nunca mais terei que fazer uma escolha tão difícil na minha vida e espero não precisar mesmo!
Mas enfim tudo deu certo e eu pari. Não me sinto culpada em sentir que todo o mérito foi meu e do meu marido. Foi mesmo! O Movimento de humanização não foi nada humanizado comigo. Não consegui apoio onde procurei. Não consegui soluções quando pedi. Não tive nem palavaras de conforto quando precisei. Mas isso não tem importância, pois EU CONSEGUI. Ainda tenho um pouco de mágoa sim. Poderia ter sido diferente. Eu poderia ter parido em casa como eu queria. Eu poderia ter tido uma equipe legal comigo. Mas não tive. Por isso levo todo o mérito por ter conseguido meu parto. Eu e meu marido.
Em junho decidimos sair de São Paulo e mudarmos para a Bahia, Feira de Santana. Em julho o Rafa embarcava para cá e em agosto vinha eu e as crianças! Nova vida!
Aqui muita informação nova, muita coisa nova, mas nada que já não estivesse aí! Casa nova, grande e com quintal. Piscina de plástico. Pé de acerola. Pracinha com parquinho. Chamado na igreja (lider de prof. visitante). Blog da igreja (chamado de blogueira da Ala, que segundo o Rafa eu inventei e assumi hahahah). Natal com a minha mãe aqui. E fim! O ano acabou!
Balanço:
No começo do ano tínhamos 3 filhos, agora temos 4.
No começo do ano morávamos em um apartamento de 50 m², agora só a parte de terra do quintal tem 76m².
No começo do ano morávamos em São Paulo, agora moramos na Bahia.
Temos 3 galinhas e dois gatinhos!
Continuamos felizes!

Promessas para 2011:
-ser feliz sempre!!!!!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

Amor maior?

Há um tempo atrás saiu um comentário em uma lista de discussão que participo sobre a diferença na relação com o filho nascido por cesárea e o filho nascido de um VBAC (parto normal depois de cesárea). Tem difereça no amor, no cuidado, no carinho? No sentimento que se tem por esse filho nascido em um vbac?

Não posso dizer que amo mais o Francisco do que amo a Luiza. A Luiza me mostrou o amor maternal. Lembro como se fosse hoje o sentimento que eu nunca havia experimentado antes toda vez que eu olhava para ela. Foi algo mágico, algo que eu não conseguia explicar, por nunca ter sentido antes. E como eu nunca havia sentido antes eu não entendia e achava tudo maravilhoso! Era tão forte e poderoso aquele sentimento que eu acreditava que jamais poderia sentir aquilo por outro bebê! Como posso dizer que amo mais o Francisco do que a Luiza?

E como posso dizer que amo mais o Francisco do que amo o Henrique? O HEnrique foi meu primeiro menino. Meu tão desejado menino! Eu sempre quis ser mãe de meninos e o Henrique foi o primeiro. Eu sabia assim que fiquei grávida dele que era o meu menino que estava chegando! Quando ele nasceu, aquele amor que eu senti quando a Luiza nasceu foi facilmente reconhecido. Sim, eu era capaz de amar outro bebê! E eu amava meu menino demais!!!!

E como posso dizer que amo mais o Francisco do que o Pietro? O Pietro veio para me ensinar e mostrar um jeito novo de maternar. Me mostrou outros caminhos, me ensinou a ser uma mãe melhor. O Pietro é meu filho passarinho, tão miudinho, magrinho e lindo! Na gravidez dele eu aprendi muito sobre gestação e parto. Depois que ele nasceu eu aprendi muito sobre amamentação, alimentação. Ele me trouxo tudo isso! Ele trouxe meu VBA3C! Como posso dizer que amo mais o Francisco do que o Pietro?

E o Francisco? Amo meu caçulinha lindo! Não amo mais do que amo os outros! Mas alguma coisa mudou, alguma coisa é diferente? Sim. Comparo com um enorme copo de água gelada! Água é água. Precisamos dela e sentimos necessidade de água! Mas um copo de água em um momento qualquer do dia é bem diferente de um copo de água em pleno dezembro escaldante, na 25 de março, no meio daquela muvuca de gente se acotovelando por presentes de Natal. Aquela sede que você sente que a boca chega a ficar seca! Aí você entra em uma lanchonete e fica meia hora só para conseguir comprar uma garrafinha de água que nem gelada está. Aí você abre e toma! E que água mais maravilhosa foi essa que você tomou? Foi uma água deliciosa e você vai saborear cada gotinha dela! E vai ficar feliz e grato por ter conseguido aquela garrafinha, mesmo que não estava gelada!

Meu VBA3C foi tão difícil de conseguir que o sentimento que tenho pelo Francisco é diferente. O Francisco foi meu quarto filho. Água fria! Nada diferente. Aquele amor descomunal que senti pelos outros, aquela emoção ao ver o rostinho dele pela primeira vez, foi tudo igual com os outros filhos. Mas um sentimento diferente ficou. Uma ligação especial. E não foi devido à via de nascimento, não foi o parto normal em si que nos deixou ligados. Acredito que se eu tivesse lutado até o fim e tivesse passado por uma cesárea necessárea, essa ligação, esse vínculo já teria se formado. Olho para ele e sinto uma cumplicidade entre nós. Uma luta, uma batalha que ganhamos juntos. Alguma coisa é maior entre a gente. Certamente não é o amor. E certamente o que fez essa coisa ser maior entre a gente não foi o parto normal, foi a busca por ele. As dificuldades que encontramos, os "nãos", os "... e se...", as dúvidas macabras que nos rondaram durante a gestação toda.

Nossa relação é diferente sim! Não é mais amor. É algo mais! Olho para ele e vejo um lutador, um guerreiro. Muitas crianças nascem de parto normal e um vbac tecnicamente não é mais difícil para o bebê... Mas ele esteve junto comigo nessa luta. Se eu lutei, ele lutou também. Eu pari, mas ele nasceu. E só o fato de termos conseguido juntos um VBA3C já o torna especial para mim!

Não sei dizer o que é. Sei que não é um amor maior. Talvez um dia eu entenda o que é ou talvez um dia esse sentimento passe e fique só o amor. Mas o Francisco é minha garrafinha de água no meu momento de maior sede! Ele é especial para mim!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Depressão pós-parto, EU???

Tive o parto perfeito, o parto que sonhei, o parto mais lindo do mundo!

O Francisco é um bebê lindo, sorridente, não teve cólicas, não tivemos problemas na amamentação, ele nunca passou a noite acordado, sempre dormiu bem, é sossegado!

Mas veio uma tristeza sem fim quando o Francisco estava com uns dois meses. Mas logo eu achava um culpado: Quem pode ser feliz com problemas financeiros? Quem pode ser feliz morando em um apartamento tão pequeno com 4 filhos? Não dá para ser feliz tendo que limpar bandeja de gatos que fazem cocô toda hora! E como ser feliz sendo dona de casa? É por isso que eu estou tão triste!

E além de triste eu estava sem paciência para nada e com ninguém. Mas como ser paciente com 4 filhos? Não dá para ter paciência com um menininho de 2 anos querendo chamar a atenção! Não dá para ser paciente com crises de adolescente! Não dá!

Triste, sem paciência, desanimada! Mas qualquer um ficaria desanimado morando aqui nesse apartamento com 4 filhos e 3 gatos. Qualquer um não teria vontade de fazer nada aqui!

Além de triste, sem paciência, desanimada, eu também estava irritada com tudo, sonolenta e com vontade de sumir! Mas eu achava que tinha uma razão bem lógica e obvia para tudo isso! Afinal minha vida estava muito ruim! Era assim que eu enxergava!

Mudei de cidade, praticamente mudei de vida! Altos e baixos. Dias bons, dias ruins. Mas sempre achando uma justificativa para tudo isso! Lentamente as coisas foram se agravando. Por mim eu ficaria o dia inteiro sentada na cama dando mamá para o Francisco e só! E os outros filhos e marido? Poderiam simplesmente desaparecer de um dia pro outro! Eu conhecia muito bem esses sintomas, mas seria possível? Sim, de novo!

Tive depressão pós parto quando o Henrique nasceu. Todo o primeiro ano de vida dele eu tenho somente uma lembrança embaçada. Não me lembro muita coisa. Lembro dos momentos especiais: quando ele engatinhou, quando andou e poucas outras coisas. Eu tinha um ciúme fora do comum do Henrique e só eu parecia saber cuidar dele direito. Não podia nem pensar em ter mais filhos. Melhorei quando ele tinha 1 ano.

Quando tive o Pietro eu fiquei bem, não tive nada. Tenho lembranças claras do primeiro ano dele, eu me sentia feliz, animada, morria de vontade de ter mais um filho logo.

E aí veio um filho desejado com um parto desejado e lindo. Tudo perfeito! Como eu poderia estar sentindo tudo tão parecido com o que senti quando o Henrique nasceu? Sim, eu estou com depressão pós parto.

Já ouvi que depressão pós parto não existe. Que isso é invenção da mulher. Que é para chamar a atenção... Já ouvi muita bobagem sobre isso. Mas a depressão pós parto existe sim e afeta cada mulher de um jeito diferente. Eu fico assim: triste, implicante, irritada, sem paciência, desanimada, sonolenta, com vontade de me isolar. Não rejeito o bebê. Na verdade fico querendo ele mais perto de mim. Sinto como se o BB fosse o único que não vai me julgar. Dessa vez eu não estou com ciúmes do Francisco, mas é o único filho que quero por perto. É muito triste todos esses sentimentos. Ainda mais para mim que tenho praticamente tudo o que quero. Tenho os filhos que quis ter, tenho minha linda família, tive meu tão desejado e sonhado VBA3C que eu posso dizer com muito orgulho que consegui praticamente sozinha, tenho filhos lindos, saudáveis e felizes. Hoje moro em uma casa enorme e linda. Posso não ter dinheiro, mas isso não é o que mais importa na vida hehehehe Como posso ter esses sentimentos tão horríveis? Como posso deixar esses sentimentos me transformarem tanto?

Assim que reconheci os sintomas e ACEITEI a depressão pós parto eu procurei ajuda. Estou tratando com florais e homeopatia. Comecei o tratamento há pouco tempo, menos de uma semana, e ainda não tenho muitos resultados. Mas sei que vou superar mais essa assim como superei da outra vez.

Tenho dias bons e dias ruins. Tem dias que estou bem, que brinco com as crianças, me divirto, me sinto feliz e animada. Em contrapartida fico dias me sentindo mal. O pior é ter que fingir. Eu não consigo deixar transparecer. Eu não consigo sair de casa e ficar com a cara triste. Costumo estampar meu melhor sorriso e fingir estar bem! Eu acho bem mais fácil uma cara feliz, pois ninguém vem fazer perguntas. Uma cara triste sempre traz a pergunta: “o que você tem?”. E eu não vou me abrir para qualquer um.

A depressão pós parto é assim. Acho que para a maioria das mulheres é meio vergonhosa. Principalmente para aquelas que tem tudo, como eu. Quando a mulher engravidou sem querer, teve um parto ruim, se separou ou está passando por um momento difícil aos olhos da sociedade, fica mais fácil assumir, pois vai ter um culpado. Algo como “Ah! Ela teve depressão pós parto pois engravidou sem desejar” ou “Ela teve depressão pós parto pois acabou de se separar do marido/é mãe solteira/perdeu o emprego assim que voltou da licença...”. Não estou menosprezando esses problemas, mas para a família, amigos e conhecidos fica bem mais fácil entender a depressão pós parto quando tem um problema visível. Mas e quando a vida parece perfeita e você vive a vida que escolheu para si? Aí os comentários são outros: “Isso é o que você escolheu” ou “Você que quis assim” ou “você que quis ter um monte de filhos”... Sim, eu que escolhi tudo isso que eu vivo e sou muito feliz por ter tudo o que sempre sonhei (menos dinheiro hehehe), mas não estou feliz nesse momento. Espero dar a volta por cima e logo lembrar desse período como um sonho ruim ou um pesadelo.

Escrevi esse texto para mostrar que a depressão pós parto não escolhe mulheres tristes. Ela apenas surge em qualquer mulher, forte, fraca, feliz ou triste, que estejam passando por momentos difíceis na vida ou que estejam vivendo a vida que pediram à Deus, que tenham passado por coisas tristes ou que tenham passado pelos momentos mais gloriosos da sua vida! Ela simplesmente vem e o que temos que fazer é reconhecer, assumir e tratar!

E vida nova depois disso é o que espero!

domingo, 4 de julho de 2010

Mundo virtual

Nesse mundo de internet tem muita coisa estranha, esquisita e principalmente gente louca. Acho que a correria e a solidão dos dias de hoje faz com que as pessoas mudem seus valores e passem a fazer coisas que me dão medo mesmo.
Sempre prezei pela união da família: pai, mãe e filhos sempre juntos. Lógico que seria incapaz de ficar com um homem que não amo ou que não nos respeite só para manter a família junta. Mas esse não é o caso da minha família! Nos amamos, pensamos muito em nós e gostamos de estar juntos sempre. Valorizo cada momento com meus filhos, pois sei que no futuro isso fará toda a diferença na vida deles. Estar presente sempre na vida dos filhos faz com que eles tenham uma referência importante, tenham um porto seguro para atracar quando no futuro sentirem necessidade. E não estou falando só por mim, mas pelo meu marido tbm. Nos dias de hoje é muito comum não ter pai em casa (eu não tive e meu marido tbm não!!!). Valorizamos muito nossa família completa. Isso é uma coisa que eu acredito muito. Eu fico 24 horas com meus filhos. Minha mãe não podia ficar todo esse tempo comigo, pois trabalhava, mas nunca me abandonou, nunca me largou durante a semana na casa de parente e só me via de vez enquando. Ela sempre me buscava no fim do dia e ficava comigo mesmo que por poucas horas, pois logo eu ia dormir. Mas ela tbm estava presente. Enfim, acredito que família deve estar junto sempre: pai, mãe e filhos, ou mãe e filhos, ou pai e filhos, seja qual for o modelo de família que esteja em questão.
Agora nós vamos mudar de São Paulo. Vamos para a Bahia. Escrevi um email pedindo ajuda para encaminhar meus gatinhos para alguém que goste mesmo. Olha só o que escreveram para mim:
"nem eu tendo que me matar de trabalhar (em 2 empregos) pra pagar mais de 2000 de ração e mais 1.500 para empregados pra cuidar deles enquanto trabalho. De todos os problemas q sempre tive, de passar sufoco com eles comendo ração barata, de eu comer pão a 1 real o dia inteiro pra não faltar a ração deles, de ter que deixar minha filha morar com a avó durante a semana pra poder ter a vida que tenho trabalhando 12h por dia pra sustentar a todos, e eu nunca fui uma mãe de querer ficar longe do filho ou não ter trabalho com ele..."
PARA TUDO! 2000 de ração e 1500 em funcionários para cuidar dos gatinhos, mas a filha fica com a avó... Não que os gatos não mereçam carinho, cuidado e amor, mas essa filha morando com a avó e não com a mãe para a mãe trabalhar em dois empregos para manter o padrão dos gatos pode? Quem é a mãe? Essa criança não pediu para nascer mas a mãe optou por pegar os gatos e largar a menina! Ai, me descupe, mas não entendo isso....
Outro email:
"se é por conta do trabalho do SEU MARIDO (não é o seu, certo?) então ele que vá na frente, trabalhe, arrume uma casa e você fica aí, cuida dos teus filhos, da tua mãe e dos teu gatos e quando tiver uma casa pra vocês, vocês vão ficar todos JUNTOS de novo. Solução tem, basta querer resolver.
Ah!!!... mas e ficar sem o marido? aí não pode né? mas os gatos que se danem! (pra ser educadinha!!!)"
Não querida! Ficar sem o marido não pode mesmo! Ele é meu marido, meu companheiro, o pai dos meus filhos, o homem que eu escolhi para ficar comigo... Ficar sem ele não pode! Já vamos ficar longe até algumas coisas se resolverem por lá. "os gatos que se danem"? Não. Eu realmetne não penso assim, mas parece que ela acha que me conhece... coitada...

Vamos nos mudar para a Bahia e simplesmente NÃO TENHO COMO LEVAR OS GATOS. Viajar com gatos nunca foi problema para mim. A Lily e o Mingau moraram em São Paulo, depois em Atibaia, depois no Mato Grosso, depois voltamos para São Paulo, depois fui para Goiás, depois voltei de Goiás e eles sempre foram junto conosco. Agora a situação é muito diferente... Mas eu não expus a situação completa nesse e-mail e teve gente que falou até que meu marido está desempregado!!! Pode isso? Ele nunca esteve desempregado!!!! A mesma pessoa que achou que o Rafa estava desempregado falou que é uma sorte que o pequeno não fala senão ele falaria que não pediu para nascer!!!! Posso com uma coisa dessas? A mulher simplesmente imaginou uma situação que só existe na cabeça dela! Eu falei que nós iriamos para a Bahia pois meu pai arrumou um emprego para meu marido lá e ela já imaginou que ele não tinha emprego aqui!!!! Enfim... gente louca...

Agora a cereja em cima do bolo! A mesma pessoa que gasta 3500 com os gatos por mês e deixa a filha na casa da avó durante a semana escreveu: "mas esqueci, as pessoas são diferentes, e por isso esse mundo está assim... com tanta tristeza, abandono e falta de compromisso..." Eu acredito que isso se deve às pessoas e no jeito que elas são criadas. Acredito que uma criança que fique longe de seus pais (ou de um de seus pais) para que gatos, cachorros, passarinhos ou seja lá qual for o bicho, seja bem tratado pede um pouco de referência do que é compromisso, do que é família, do que é abando no ou não...

Ainda em tempo, essa mesma pessoa ainda escreveu: "enfim, opções e muita correria atrás, mas sempre ciente da minha obrigação de cuidar deles enquanto não houvesse alguem melhor pra cuidar pq ter acolhido eles foi opção e escolha MINHA." Alguém tbm leu ""Enquanto não houvesse alguém melhor para cuidar"? Pois escrevi o tal email procurando justamente alguém melhor para cuidar!!!! Sei como será daqui pra frente e sei que eles iriam sofrer muito mais...

Mas acho que as pessoas perderam suas referências, desaprenderam a conviver juntas, esqueceram como sentar à mesa juntos é gostoso... Amo animais, mas jamais vou privar meus filhos de algo por causa de um animal. A Lily e o Mingau eram mais velhos do que a Luiza e pensei que fosse morrer quando eles morreram. Ontem o Mariano e o Papinho foram doados e choramos MUITO, muito mesmo. É um sentimento terrível, um sentimento de impotência, pois escolhemos nossos filhos e nós estarmos juntos acreditando ser o melhor e isso nos impossibilitou de levar os gatos. É terrível! Mas jamais vou ter que olhar para meu ilho e falar: filho, hoje as coisas são assim, pois quando tivemos uma oportunidade boa nós escolhemos não aceitar para ficar com os gatos...

Gente! isso é demais para mim!!!!

Obs.: muitas pessoas foram legais, não julgaram e deram idéias! Acho justo falar delas também!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dando a notícia

Assim que o Francisco nasceu e a enfermeira deu os pontinhos da laceração, eu levantei e tomei um banho. Voltei para a cama limpinha, peguei me pequeno no colo e babei... Babamos muito, o Rafa e eu. Olhamos no relógio e eram quase 6:30 da manhã. Há alguns dias atrás minha mãe havia me ligado bem cedo e acabou me acordando. O Rafa então sugeriu que acordássemos minha mãe, mas por uma boa causa hehehe. Como ela tinha exames para fazer eu falei que talvez ela já tivesse acordada. Liguei do celular do Rafa a cobrar para ela às 6:30 da manhã. Ela atendeu com um pouco de sono, mas falou que já estava acordada... Falamos coisas bobas e ela não achou nada estranho eu estar ligando aquela hora, a cobrar e do celular do Rafa hehehe Aí eu falei: "Então, eu estou aqui com o Francisco no colo mamando! Ele nasceu agorinha a pouco! E foi normal!"
Fiquei tão orgulhosa em anunciar meu parto normal!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Francisco.


Francisco chegou dia 17 de abril! No blog Diário de Grávida eu conto como foi o nascimento dele, um parto normal depois de 3 cesáreas!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O mais novo membro da família:

A Dita chegou:
Minha máquina que lava e seca! Ainda estou aprendendo a usar. Cheia de funções, de coisinhas, de botões e um manual que não explica nada! Mas já lavei um monte de roupa que estava acumulada e o Pietro voltou a usar fraldinha de pano, pois o coitado estava na descartável por falta de onde lavar!
Ia esquecendo que além de lavar e secar ela toca música! Toca música quando liga, quando desliga e quando termina o programa! Uma simpatia a Dita! E a gente precisava mesmo dela! Com 5 pessoas em um apartamento no térreo a roupa não seca! Fora o trabalho de tirar da máquina e colocar na secadora de pendurar. Dá o maoir trabalho e agora que o bebê logo vai chegar, vai pegar época e inverno e frio... Precisava mesmo de uma Dita mais moderna!!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Falar bem ou falar mal? Melhor não falar nada!

A grama do vizinho é sempre mais verde mesmo, não tem jeito! Mas a grama só é mais verde do vizinho que sabe o que fala! Se o vizinho fica falando que na grama dele tem cocô de cachorro, que tem montes de ervas daninhas, que um gato cavou um buraco, aí ninguém vai ver a grama dele como uma grama verde e bonita!
Na família acontece a mesma coisa! Impressionante como os filhos dos outros são perfeitos, educados, atenciosos, unidos, felizes, batalhadores e os seus filhos nunca são bons o suficiente. Sempre passei por isso. Minha tia sempre teve as melhores filhas do mundo e sempre ouvi isso da minha mãe. Uma outra tia também sempre teve filhos mais que perfeitos. Como sempre ouvi isso eu sempre achei que ela se recentia muito em eu não ser como as filhas de uma tia ou os filhos da outra tia. Cheguei a estar ao lado da minha mãe e ela elogiar as sobrinhas e dizer que ficaria muito feliz se tivesse filhas como as dela! Imagina como me senti?
Minha mãe sempre falou demais da vida dela compartilhando coisas sem necessidade nenhuma! Fazendo isso as pessoas em volta sempre souberam mais do que deviam e se sentiam no direto de julgar, opinar, gostar ou desgostar de mim, inclusive. Minha imagem sempre foi do ponto de vista da minha mãe, sem nunca eu ter tido a chance de mostrar quem realmente sou. E a minha família (marido e filhos) acabam sendo vistas pelos olhos da minha mãe. Meu marido é detestado por algumas pessoas. Imagina que quando ele foi trabalhar na mesma empresa que ela teve pessoas que simplesmente não gostavam dele sem ao menos conhecê-lo. Quando fiquei grávida dessa vez algumas tias/tios e primas/primos ficaram indignados (segundo as palavras da minha mãe). Indignados com o quê????? Eles nem me conhecem direito pra falar ou julgar qualquer coisa!
Mas as lições chegam até nós sempre. Serviu para mim e espero que tenha servido para minha mãe! Eis que ela foi visitar uma sobrinha (uma das sobrinhas perfeitas). E ela voltou de boca aberta! Descobriu que elas se desentendem, que brigam entre si e com os pais, que ficam sem falar uma com a outra... Para mim não foi nenhuma novidade! Não que eu soubesse isso, mas em uma família normal isso é comum. Apenas na família perfeita que minha mãe imaginava é que essas primas minha eram perfeitas! Elas são pessoas normais, legais, lindas, mas sempre normais! Uma família normal. Acontece que minha tia sempre foi esperta e nunca ficou falando mal das filhas ou da família, ao contrário da minha mãe que sempre que possível lamentava da filha que tem. Lamentava de mim, da vida, do trabalho... Já a minha tia quando perguntada sobre as filhas sempre respondia: tudo bem, tudo ótimo! Polpava todos de ficarem sabendo as intrigas e problemas (diga-se bem normais em famílias grandes) em sua família. Minha mãe percebeu isso e eu logo falei que era assim, pois ela não precisava expor sua vida familiar para ninguém e que ela devia fazer o mesmo. Eu espero do fundo do meu coração que ela tenha aprendido a lição e pare de ficar falando mal de mim. Não precisa falar bem, mas então não fale nada!
Acabou que isso também serviu de lição para mim que sempre ficava falando para os outros mal das crianças e nunca falava o que eles fazem de bom. Percebi que estava fazendo o mesmo que minha mãe sempre fez! Resolvi mudar. Elogiar sempre ou não falar nada! Quero minha grama bem verdinha!!!!

terça-feira, 23 de março de 2010

8 anos!!!

Fazem 8 anos! Olha só: 8 anos atrás era um sábado. Eu era um pouco mais magra e o Rafa, muito mais magro!!!! 8 anos atrás estava sol e não choveu o dia inteiro. O carro da minha mãe quebrou enquanto ela nos levava para a lua de mel e chegamos bem tarde no apartamento da Tia Áurea no Guarujá. 8 anos atrás começava uma vida nova para nós dois! Começava uma família nova cheia de esperança, expectativas, sonhos e planos novos. Cheia de desconhecidos para enfrentar e percorrer. Acho que no fundo imaginávamos que seria fácil. Acho que é assim para todos. Imaginávamos só alegrias. E minha família feliz começou naquele dia 23 de março, um sábado ensolarado, sem chuva, com um carro quebrando a caminho da lua de mel, há 8 anos atrás.

E nossa vida começou. Vieram tempos difíceis, vieram tempos muito difíceis. Vieram alegrias, veiram muitas alegrias. Mudanças internas e externas. Mudanças de casa, de cidade! Filhos vieram e cresceram. Ainda crescem (e como crescem!!!!)... Ganhamos e perdemos, mas acho que mesmo perdendo ganhamos experiência, aprendemos lições. Tivemos muito e tivemos pouco. Crescemos muito.

Em 8 anos moramos em 8 casas diferente, sendo que 6 foram em apenas 3 anos! Tivemos 2 filhos e estamos esperando mais um. Brigamos muito, mas rimos juntos muito mais! Planejamos muita coisa e fizemos só algumas. Sonhamos muito e esperamos realizar todos os sonhos. Nos conhecemos muito e a cada dia descobrimos que ainda não nos conhecemos direito.

8 anos é um número gordinho e é assim que nós dois estamos hoje (mas deixo bem claro aqui registrado que minha forma arredondada está prestes a se tornar fininha) hahaha

8 é um número legal, deitado é o símbolo de infinito!!!!

8 anos tem muitos significados. E agora que completamos 8 anos, esperamos completar 9, 10, 11... 30... 50...

Há 8 anos atrás éramos o Rafa, eu, a Luiza, a Lily e o Mingau. Em 8 anos somos o Rafa, eu, a Luiza, o Henrique, o Pietro, o Mariano, o Papinho, o Nino e esperamos a chegada do Francisco!!!!!! Aumentamos o número de filhos e de gatos!!!! Mas isso não é nada. Com certeza aumentamos o amor um pelo outro, aumentamos a cumplicidade, o carinho, o respeito, a união, a vontade de ficar junto (isso sem falar no peso, né Rafa?!)!!!!

E é assim, em uma terça-feira que fez sol, choveu, as crianças foram para a escola, eu fiquei nervosa com a bagunça da casa, o Pietro fez bagunça como sempre, os gatos derrubaram água e areia na área de serviço, o Rafa foi trabalhar e tudo aconteceu como em um dia normal, que completamos 8 anos juntos, casados! Tudo em um dia normal! Tão diferente de 8 anos atrás! Mas tão igual ainda assim, pois tenho certeza de que era exatamente isso que estávamos sonhando há 8 anos atrás! Ter uma família feliz e normal e vivermos dias normais, tão normal como o dia de hoje!

Parabéns para nós, meu amor!

TAPS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Família Feliz!

Apesar de eu estar totalmente descontrolada nessa gravidez, praticamente em uma TPM que está durando até agora quase 7 meses, minha família é feliz sim!!!!!!!
Outro dia minhas vizinhas estavam conversando sobre o tempo das baladas e as duas concordaram que foi o melhor tempo da vida delas. Eu curti tbm esse tempo. Não vou dizer que foi por muito tempo, mas curti. Mas aquela não foi nem de longe a melhor época da minha vida... Fiquei pensando e vi que a melhor época da minha vida é hoje, é o que estou vivendo.
Nunca sonhei em ter família. nunca sonhei em casar e ter filhos. Eu sempre quis ter filhos, mas isso não significava que eu casaria para isso! Aconteceu a Luiza. Vi que era isso mesmo que eu queria: filhos. Depois aconteceu o Rafael e logo mais filhos. Perfeito! Fácil? Nunca! Como é dificil conviver com pessoas! Diferenças, opniões, gostos e vontades tudo diferente! Tem horas que é um saco!!!!! Dá vontade de sair correndo pelada na Marginal em plena sexta-feira na hora de pico! Enlouquece mesmo!
Agorinha eu estava fazendo uma receita de requeijão na cozinha. A Luiza tinha acabado de chegar da escola e estava falando mais que o homem da cobra. O Henrique e o Pietro estavam na sala assistindo um DVD da Turma da Mônica. Mas o Pietro estava com uma bolinha da Fisher Price na mão. Uma bolinha dura que tem um bichinho dentro. Ele começou a jogar para cima e acertou a luminária que quebrou!!!! Quando cheguei na sala vi que além da luminária quebrada a parede que foi pintada semana passada estava com marcas de pés (sim, pé na parede!!!). Tive um chilique! Aí escuto minha mãe dizendo que na minha casa tudo quebra e nada dura muito! Lógico! Somos em cinco pessoas sendo que duas são crianças e uma adolescente! Nada dura muito aqui em casa mesmo!
Voltando ao chilique. Quase morri do coração. Coloquei o Pietro de castigo e mandei eles sairem da minha frente! Depois passou! O Pietro já estava querendo dar beijos, pediu "pupá" e começou a aprontar de novo... Agora eles estão brigando por causa de um palito de pirulito que apita! O Henrique trouxe da escola dois e deu para o Pietro um, mas ele estragou e agora quer o do Henrique. Ai-ai... Mas imagino se minha vida fosse sem eles. Nem sei o que eu estaria fazendo agora. Seria vazia. Seria oca. Estaria faltando muita coisa...
Enfim eu escolhi ter uma família, ter filhos, não ter sossego, não dormir um sono pesado nunca mais, não conseguir um minuto de calma, não "ouvir" o silêncio nunca mais... Escolhi também ouvir gargalhas de bebê, ver sorrisos sem dentes e depois nesse sorriso aparecerem dentinhos pequenos e logo esse sorriso vai começar a faltar um ou outro dentinho... Escolhi acordar para amamentar cambaleando de sono, desejando que ele durma a noite toda logo e quando passa a dormir, ir dormir sentindo saudades dele... Escolhi deixar de sair para passear sozinha, escolhi não trabalhar por enquanto. Mas também escolhi ver cada primeiro passo deles, ouvir cada primeira palavra, estar ao lado deles em cada febre, conhecer cada choro estranho, cada cara estranha, ouvir todos os dias eles falando a ponto de pedir para parar de falar só um pouquinho...
Foi tudo isso que escolhi. Se estou perdendo muito eu não sei e para ser bem sincera eu não quero nem saber. O que sei é o que estou ganhando. Estou ganhado coisas que nunca mais vou poder ganhar! Trabalho, passeios, tudo eu posso conseguir depois. Ver meus filhos andando pela primeira vez é só uma vez na vida! Não trocaria um momento desses por nada na minha vida!
O melhor momento da minha vida é hoje! Mesmo depois de ter a luminária quebrada e a parede suja, hoje é o melhor dia da minha vida!

Aqui tem o melhor da minha vida e tudo o quê eu escolhi!