terça-feira, 13 de agosto de 2013
Mãezinha*, mãezona, mais mãe, menasmain**
Henrique nasceu de cesárea agendada pq a médica me enganou. Eu era mãezinha.
Engravidei do Pietro e durante a gravidez dele eu aprendi que eu poderia parir depois de 2 cesáreas, que meu bb poderia nascer em casa, que ele não precisava de chupeta, não precisava de mamadeira, que ele poderia mamar no peito exclusivamente até quando eu quisesse, que ele poderia dormir na minha cama, que ele poderia ficar no meu colo por quanto tempo ele sentisse necessidade... E mais um mundo de coisas.
Pietro nasceu de cesárea, mas mamou muito no peito e foi exclusivo até 7 meses e meio. Nasceu de cesárea agendada, mas dormiu na minha cama. Nasceu de cesárea, mas foi carregado em um sling! Nasceu de cesárea eletiva, mas usou fraldas de pano! Saí da Matrix. Descobri um mundo real onde a maternidade simplesmente é! Deixei de ser mãezinha!
Depois eu pari. Um VBA3C (um parto normal depois de 3 cesáreas). E depois pari de novo. Um 2VBA3C e foi desassistido e foi em casa!
Deixei de ser mãezinha e virei mãezona. Deixei de ser menasmain para virar mais mãe. ??????????????
Afinal o que é ser mãezinha? o que é ser menasmain?
Quando uma colega da faculdade soube que eu usava fraldas de pano nos meus filhos ela falou a frase "Nossa! A Larissa é mãezona mesmo!" O fato de eu usar fraldas de pano nos meus filhos me torna mais mãe do que as mulheres que usam fralda descartável? o fato de eu não dar chupeta nem mamadeira me torna mais mãe? Pq minha bb dorme comigo eu sou mais mãe? Pq minha bb é carregada no colo e não é deixada chorando eu sou mãezona? Pq eu não acato mais às orientações em forma de receita de bolo que os médicos dão eu deixei de ser mãezinha?
Semana passada eu me coloquei para pensar sobre isso e descobri que fora da Matrix as mães se rotulam! Sim! Colocam rótulos entre si e isso me incomodou muito!
Aquela mulher que queria muito um parto normal, as não trocou de GO ela "queria querer".
Aquela que planejou um PD, mas foi transferida para o hospital para ter analgesia, ela lutou muito, mas em off, se deixou dominar pela dor, coitada. é fraca...
Aquela mulher que passou 40 horas em TP e acabou em uma cesárea é uma guerreira lutadora, mas em off é uma coitada, tadinha, não conseguiu. Mas no próximo ela consegue um vbac ou um vba2c...
Aquela mulher que pariu em casa em um parto tsunâmico desassistido é uma heroína!
Mas se na foto o bb dela aparecer com uma chupeta na boca... cri-cri-cri... silêncio... melhor não falar nada...
E tudo em off, na conversa à meia boca (ou meio teclado hehehe) com as amigas, fala mal:
- só usa fralda descartável...
- deu Nan pq acreditou que tinha pouco leite...
- deu chupeta pq queria dormir mais...
- comprou cadeirinha que vibra, brinquedos da Fisher Price e decorou o quarto do bb em NY!!!!
- vai ao pediatra todo mês e dá todas as vitaminas que ele manda!!!
- é consumista
- consome industrializados
- tinge o cabelo
- faz progressiva
- o bb veste roupas importadas carésimas!
Tudo isso é motivo para aquela mãe ser mãezinha e menasmain...
Sabe o que descobri? Minha descoberta foi bombástica para mim! Minha descoberta me fez passar dias revendo, repensando, em que mundo eu estou? Em que mundo eu vivo? Onde me encaixo?
Descobri que saí da Matrix sim!!!! Mas descobri que o mundo que entrei não é o mundo das supermães, mãezonas ou mais mães! é o MEU MUNDO!
Sim! Eu tive um parto desassistido com 2 horas e meia de TP ativo. Foi lindo, foi maravilhoso e foi o parto que eu mereci!
Sim, eu uso fraldas de pano nos meus filhos, mas NÃO é para preservar o meio ambiente, não é por ser ecológica, não é por economia! é pq eu acho confortável. Mas tbm é pq eu acho as fraldas lindas, maravilhosas, me satisfaz comprá-las e ver minha filha usado! Eu uso fralda de pano por puro CONSUMISMO!!!! Gasto uma água lascada para lavar minhas fraldas, pois enxáguo milhares de vezes! Não! Eu não uso fraldas de pano para preservar o meio ambiente! Eu uso fraldas de pano pq me sinto feliz em ver minha filha com uma fralda linda! Pq me sinto feliz quando alguém elogia a fralda dela! Como as pessoas gostam de escrever #prontofalei
Minha filha dorme comigo, mas não pq eu li em algum lugar sobre criação com apego, mas pq é muto mais fácil amamentar dormindo. Pq ela dorme mais tempo estando do meu lado e pq, sinceramente, eu não aguento ficar levantando e passando noites em claro!
A primeira vez que vi um sling eu quis, não pq acreditava em dar colo para o bb, mas pq achei LINDO aquele modo de carregar no colo e achei que seria super fashion andar pelo shopping carregando um bb em um pano com um rabo esvoaçante! Acabou que apaixonei por carregar bebês no colo e passei a acreditar na causa, mas isso não me faz mais mãe! Nem mais consciente na primeira escolha!
Eu não prego o anti-consumismo, eu não sou anti-galinha pintadinha (aliás, eu ADORO a galinha pintadinha!). Eu adoro lembrancinhas bobas dos meus filhos daquelas que a escola pede dinheiro para mandar fazer. Eu adoro!
Então sabe o que eu penso? Se ser assim é ser mãezinha, se ser assado é ser mãezona, eu tô fora!
Eu sou eu mesma! Sou mãe de cinco filho que escolhi 3 cesáreas eletivas, escolhi parir meu quarto filho mentindo no hospital e escolhi parir minha quinta filha em casa! Eu sou uma consumista que escolheu usar fraldas de pano coloridas e lindas, importadas e nacionais só para minha filha ficar mais linda! Eu sou uma mãe preguiçosa que escolheu colocar o bb na cama comigo para não precisar ficar levantando de noite! Sou consumista pq adoro brinquedos da Fisher Price e Lamaze, adoro roupas lindas importadas e adoro bugigangas fofas que não servem para nada! Adoro lembrancinha de aniversário que vem com foto do bb e que depois eu não sei o que fazer com ela. Adoro festa em buffet infantil colorido e cheio de luzes piscando. Adoro Galinha Pintadinha, Xuxa Só Para Baixinhos, Patati Patatá e fico com os olhos todos molhados quando vejo meu filho feliz por encontrar os palhaços em um show na escola! Ou quando ele canta "alguém que mora lá no céu gosta de mim". Eu sou preguiçosa, pois deixo meus filhos assistindo TV para eu poder fazer o almoço ou limpar a casa ou mesmo ficar no computador um pouco!
Essa sou eu! Se ser assim é ser menos, então eu sou menos para algumas pessoas. Se ser assim é ser mais, então sou mais para essas pessoas! Mas independente do rótulo que me dão, eu sou MÃE e sou a MÃE dos meus filhos!
Eu não sou heroína pq tenho 5 filhos, uso fraldas de pano, não dou chupeta, pratico criação com apego, tive vba3c e um parto desassistido. Não!!! eu não sou nada disso!!!! Eu sou mãe, tenho minhas escolhas e não sigo um modo de vida pré estabelecido por um grupo ou outro de pessoas! Eu sou mãe e sigo o MEU modo de vida!!!! E se ser assim me traz algum rótulo eu não ligo mais para isso!!!
A partir de hoje eu sou UMA MÃEZINHA* FELIZ!!!!
* o termo mãezinha pode ter um sentido muito pejorativo, diminuindo a mulher e seu papel como mãe. Mas mãezinha tbm pode ser um termo carinhoso e lindo! Mãezinha pode ser uma mãe delicada e carinhosa. Mãezinha pode ser um jeito lindo do filho chamar a mãe. Mainha em alguns estados do Brasil é um jeito de chamar a mãezinha!
** Menasmain é um termo usado para rotular as mãezinhas no sentido pejorativo. As menasmain geralmente são aquelas que se defendem em conversas que não estão atacando ninguém, por exemplo uma pessoa fala: a amamentação fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê. A mãezinha vira e fala: não sou menasmain pq dou mamadeira para o meu filho. eu amo e cuido dele com muito carinho...
Sim, vc não é menas. Vc só não entendeu o que eu falei...
As menasmain sentem-se constantemente atacadas por não sentirem-se seguras com suas escolhas! Elas não amam menos os seus filhos e nem não menos mães!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
"Tempo, tempo, mano velho"
E veio o Henrique. Com ele tudo foi diferente. Eu sabia que o tempo passava rápido e que ele cresceria antes que eu percebesse. Enquanto eu via pais colocando seus pequenos bbs de 6 meses em pé e tentando fazê-los andar, eu colocava o meu bb deitadinho e beijava muito aquela barriga redonda e macia só para ouvir suas gargalhadas. Enquanto eu via pais forçando seus pequenos bebês de 3 meses a sentarem, eu fazia questão que meu bebê ficasse deitado e aprendesse sozinho a rolar... No entanto, Henrique engatinhou com 7 meses (idade considerada normal) e andou com 11 meses! Em seu aniversário de 1 ano, corria em volta da casa com as crianças da festa! Mesmo sem eu fazer nada, meu bb tbm cresceu rápido.
Pietro chegou e eu já conhecia muito bem o meu maior vilão: o tempo! Mas quando Pi nasceu eu estava começando a ver o mundo diferente: forma de nascer, de criar, de cuidar... Um maternar diferente. Oba!!! Vou curtir muito esse bebê pequenininho! Pietro era delicado, pequeno. Meu fuinha, como eu o chamava! Decidi que ele só se alimentaria quando tivesse condições de sentar sozinho sem apoio e quando tivesse dentes. Rá-rá! Com 5 meses apontou o primeiro e o segundo dente! Com 6 meses ele já sentava sem apoio. Para amenizar minha dor com seu rápido crescimento, ele resolveu que ainda não era hora de começar a comer e continuou mamando no peito até 7 meses e meio exclusivamente. E só depois dessa idade é que passou a atacar os pratos de comida! Assim como os outros, engatinhou e depois andou. Mas andou só com 1 ano e quase 3 meses! O que me deixou um tanto feliz, pois foi meu bbzico por um pouquinho mais de tempo! Demorou a falar com palavras, pois falava com sinais que ele mesmo criou! Mas isso o tornava mais fofo e bb para mim. Nunca retardei ou dificultei o desenvolvimento dele, mas eu gostava quando ele não se adiantava nas coisas!
E então chegou Francisco. Esse eu não queria que crescesse de jeito nenhum. Tanto não quis que ele não crescia mesmo. Estatura abaixo da média a partir do quinto mês. E peso baixo tbm... Porém com 3 meses meu sorriso banguelo se foi. Chorei escondido, pq pensei que nunca mais teria um sorriso sem dentes para mim! Com 5 meses já se arrastava e logo engatinhou. Desespero! Quero um bebê por mais tempo! Com 7 meses resolveu que comer era a melhor coisa do mundo. Com 8 meses me chamava de mamãe, com 9 meses chamava o pai e o Henrique! Com 1 ano tinha um vocabulário de mais de 10 palavras com 2 sílabas! O que é isso? Tempo, seu feio. Não só passou rápido demais como tbm deixou meu bb crescer... Que aliás, só foi crescer em estatura mesmo depois que me entendi com esse tal tempo. E então ele voltou a esticar e engordar... E eu olhei para trás e vi que passou rápido demais...
Rebeca, meu bb surpresa, chegou pequena! A menos dos meus 5 filhos! 3,360kg, 49cm. Minha menininha linda de rostinho miúdo. Tempo, tempo! Por favor, passe lentamente. Deixa minha pequena crescer devagar e não passe tão rápido! E parece que foi ontem que ela nasceu. Ainda me custa acreditar que ela é uma menina! Ainda olho para ela e falo: você é uma menininha! Igual no dia em que ela nasceu e que eu a peguei e olhei para ver se era nossa menininha! E Rebeca chegou sorrindo! Olhava fixo nos nossos olhos. Imitava nossas expressões e o pai perguntava: mas isso é normal tão cedo? E eu pensava: tempo, tempo... me dá mais tempo, por favor... E ela sorria e ela crescia... E com 2 meses e 10 dias já pegava seu paninho ou seu brinquedo por vontade própria. O que é isso? Pq tão cedo? E de repente começou a conversar... E dorme feito a Bela Adormecida. Uma mocinha que já não mama mais de madrugada! Como assim? Pode isso, produção? E fica brincando sozinha até adormecer SOZINHA! Como assim, Bial? E tem dias que nem chora para mamar! Quero meu bb de volta! Devolvam ele, ETs! E levem esse bb de brinquedo de volta! Como diz o Henrique: ela é muito perfeita para ser de verdade!
E tudo isso que contei foi para dizer que ela está crescendo muito, muito rápido! E que hoje (11/02), com 3 meses e 15 dias, Rebeca pegou o pé e colocou na boca! E não foi só isso! Quando olho o meu sorriso mais lindo do mundo percebo que logo não será mais banguelo! Dois dentes já forçam a gengiva e estão prestes a acabar com meu sorriso banguela! E bate aquele desespero de não poder segurar o tempo. De sentir ele escorrendo pelos meus dedos enquanto os dentinhos da minha filha insistem em querer aparecer!
E enquanto dois dentinhos querem surgir, dois dentinhos amolecem para cair. Pietro está quase ficando banguelinho!
E o tempo não passa. Ele voa!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
A tal da Galinha
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Músicas e significados - PARA MIM
As várias fases, estações que me levam com o vento
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
sábado, 15 de outubro de 2011
Relembrando a descoberta - parte 2
Henrique: logo depois que eu soube que estava grávida eu tive que sair para buscar a Luiza na escola. O Rafa trabalhava no caminho da escola dela, então resolvi sair mais cedo e passei onde o Rafa trabalhava. Cheguei lá e me disseram que ele estava sozinho na sala, mas quando abri a porta tinha um aluninho com ele. Eu só olhei para o Rafa e perguntei: "Tem alguma coisa diferente em mim?" Os dois fizeram cara de Hã? e eu fiquei esperando do lado de fora. Quando pude entrar e ficar sozinha com o Rafa continuei a perguntar o que tinha de diferente em mim e ele começou a chutar: "sobrancelha? cortou o cabelo?" e eu fazendo que não com a cabeça! E então ele fala o que eu achei que ele não fosse falar: "Tá grávida?" como eu não esperava que ele fosse chutar essa possibilidade eu só reagi com um "sim..." E ele começou a chorar e me abraçou e eu tbm chorei!
Para a Luiza contamos no mesmo dia! Ela tinha 5 anos e entendeu que teria um irmãozinho. Ficou feliz!
Pietro: Depois de ver que tinha um bebê dentro de mim eu saí do banheiro com a fitinha do teste na mão. Eles estavam na sala e não sabiam que eu tinha ido fazer o teste no banheiro (tá bom, eu imaginei que o Rafa sabia ou imaginava, pelo menos...). Saí do banheiro tentando fazer cara de decepção, mas é claro que não consegui. Cheguei na sala olhando para eles e falei: "Tem nenê!" O Rafa arregalou os olhos: "Quê?" Me abraçou e começou a chorar e eu tbm! A Luiza, com 9 anos na época, começou a gritar "Viva! Parabéns!!!!" e o Henrique, com 3 anos, gritava parabéns tbm, mas nem fazia ideia do motivo! Esperei passar uns dias para explicar para ele o que realmente estava acontecendo. Contei para ele em um sábado e ele ficou tão feliz, mas tão feliz que saiu falando para todo mundo no shopping "Minha mãe tem um nenê na barriga que vai ser meu irmão!"
Francisco: Eu fiquei sabendo sozinha que estava grávida e ninguém nem sabia que eu imaginava essa possibilidade. Então pensei em contar de um jeito bem diferente. Guardei segredo, mas comecei a falar que eu sabia de uma coisa que ninguém sabia. Isso rendeu boas risadas. Eles ficavam tentando adivinhar. A Luiza estava com 12 anos e o Henrique com 6, então a brincadeira foi muito legal! Eu dizia que eu sabia de uma coisa que ia chegar. Bom, eles chutaram as mais variadas coisas: carro novo, brinquedos, sofá, máquina de lavar, cama... tudooooo. Dessa vez eu já estava preparada para o caso do Rafael acabar com a graça soltando um "Está grávida!" e coloquei um pacotinho de absorvente displicentemente largado no banheiro. ele não ia ficar contando os absorventes para saber se eu estava usado ou não! Ele falou que eu estava grávida, como eu previ e eu respondo que não, pois até estava menstruada! Ele caiu heheeh
Como ninguém sabia da gravidez, ela ainda era meio surreal. Existia, mas não existia. Eu sentia a necessidade de me trancar no quarto e ficar olhando para o teste por alguns minutos toda hora! Até que numa segunda-feira, todos em casa, eu não aguentei mais ficar guardando o segredo só para mim. Falei que ia contar, mas precisava preparar umas coisas primeiro: peguei um par de tênis de cada um de nós e enfileirei no corredor: Rafa, meu, Luiza, Henrique e Pietro. Peguei uma caixinha e coloquei o teste com um parzinho de sandalinha de RN junto. Pedi para olharem e que ali estava a resposta. O Rafa olhou e contou os pares. Pegou caixinha e quando abriu não teve mais dúvida! Chorou e eu tbm!!! Todo mundo comemorou. Só o Pietro, que na época tinha 1 ano e 7 meses, é que não entendeu.
Foi assim que dei as notícias de que a família ia aumentar!
NÃO, EU NÃO ESTOU GRÁVIDA! Só estou relembrando! Relembrar é muito bom!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Relembrando a descoberta
Hoje no Facebook uma pessoa pediu que compartilhássemos com ela como foi a descoberta da segunda gestação nossa. Aí fiquei relembrando como descobri a segunda, a terceira e a quarta gestação! Resolvi fazer essa postagem para não esquecer. Deve ficar longa, mas as lembranças nunca são poucas!
Henrique: Eu queria engravidar assim que casei, afinal já tinha a Luiza, então nem tínhamos aqueles momentos "só nós dois" que os recém casados tem! Mas demoramos um pouco para começar a tentar de fato. Não me lembro quando decidimos que eu pararia o anticoncepcional, mas me lembro quando minha menstruação atrasou pela primeira vez. Ela não desceu e eu comprei um teste de farmácia. Fiz sem esperar o Rafa. Fui ao banheiro e na expectativa só uma listinha apareceu: negativo... Fiquei tão triste... Minha menstruação desceu algumas horas depois. Depois foram mais duas vezes: atraso - exame - negativo - decepção. E então fui em uma ginecologista que me pediu os exames pré-concepcionais. Por via das dúvidas pediu tbm o BHCG caso estivesse atrasada. Fui fazer e estava no 33º dia do ciclo. Estaria atrasada caso minha menstruação fosse regular e pontual. Coisa que não era. Mesmo assim a moça do laboratório (que ficava na mesma clínica da GO) resolveu colher para o Beta. Meus exames ficariam prontos em duas semanas, então quando havia passado uma semana da coleta eu liguei para a clínica para marcar meu retorno com a GO! A secretária da médica atende e o diálogo foi esse:
- Alô, Larissa! Ai que bom que você ligou! Eu tentei tanto falar com você essa semana! Estava desesperada! É sobre seus exames!
(Eu pensei que algum resultado grave tinha aparecido) - Mas está tudo bem com meus exames? O que deu?
- Ah! Nada! É que você está grávida! Ai... Nem sei se eu podia falar... Peraí que vou passar para a doutora...
E enquanto ela transferia a ligação eu fiquei toda boba! "Grávida..." Não sabia se ria, se chorava, o que eu fazia...
Logo lembrei que eu tinha pegado um moto-táxi e pedido para ele correr muito, pois precisava ir ao banco que já ia fechar. E depois tinha corrido muito entre um banco e outro para conseguir pegar o banco aberto... E foi assim que descobri que esperava o Henrique!
Pietro: eu já queria outro bebê há um tempo. Tentávamos, mas nada muito neurótico. Já fazia uns meses que eu gastava uns reais com testes de farmácia, mas sempre dava negativo. Tinha atrasos recodes de 10 dias e nada de gravidez. Fora os sintomas. Atrasava e todos os sintomas apareciam. Mas aí atrasou um dia, dois, três... E eu me recusei a comprar teste. Tbm estava sem dinheiro. E então o Rafa foi encontrar a mãe dele no dia 2 de maio e pediu dinheiro para ela para comprar um teste, pois ele iria receber dali a uns dias só. chegou em casa com o testezinho na mão! E lá fui eu para o xixi no banheiro. Meio sem avisar ninguém que de fato faria o teste aquela hora, pois não queria ver a cara de decepção de ninguém. Todos os teste que eu já havia feito (mesmo antes da gestação do Henrique) tinham sido feitos sozinha! E então fiz xixi no copinho, coloquei a fitinha e vi o xixi subindo... subindo... uma listinha... subindo... outra listinha... subiu! POSITIVO! Coração a mil! Assim descobri que estava grávida do Pietro!
Francisco: Eu já queria outro bebê desde que o Pietro tinha 1 mês. Então qualquer enjoo que eu sentia eu corria na farmácia e comprava um teste! Quando o Pi estava com 7 meses eu tomei a vacina para Rubéola, então eu não poderia engravidar por 3 meses! Mas quando o Pi estava com um ano eu estava louca para estar grávida de novo! Eu amamentava e minha menstruação demorou para voltar, então quando eu achava que poderia estar grávida eu fazia um teste. Fiz vários. comprava sempre na mesma farmácia e as meninas até já sabiam que eu estava louca para engravidar! Quando o Pi estava com 1 ano e 4 meses minha menstruação desceu! Viva!!! Fértil de novo! Mas eu estava muito desregulada! Primeiro ciclo: 23 dias, segundo ciclo: 40 dias, terceiro ciclo: 28 dias, quarto ciclo eu nem me liguei se iria atrasar ou não. Dessa vez, depois de fazer dois testes de farmácia por ciclo no últimos meses eu nem me importei com nada. Julho tinha sido um mês difícil e triste para mim, pois meu companheirinho Mingau havia partido. Eu nem pensei em engravidar esse mês. Dia 7 de agosto eu fiz essa postagem. No dia 9 de agosto eu faço essa postagem. Eu estava pirando achando que estava de TPM. Enfim cansei de ficar sofrendo e fui comprar um teste de farmácia. Morrendo de vergonha do pessoal da farmácia que eu sempre ia, eu fui em outra e paguei 8 reais mais caro no teste. Cheguei em casa, bebi um pouco de água e esperei quase nada e fui fazer xixi no palitinho do teste! Como sou muito besta, resolvi que ia fazer o número 2 assim não ficava na expectativa de ver o xixi subindo... Abri o livro Amanhecer que estava lendo. Li dois parágrafos e olhei o teste! Duas listrinhas! POSITIVO! Ai, pensei que fosse ter um treco sentada no vaso! Meu coração martelou no peito! Meu ouvido começou a zumbir e eu tentei agir normalmente. E então a Bella vai até a mala dela e descobre os absorventes que a Alice havia colocado na mala! E faz as contas mentalmente e coloca a mão na barriga! Ela estava grávida! Sim! Eu descobri minha gravidez quando lia exatamente essa parte do livro! Era dia 13 de agosto, dia internacional do Vampiro (e acho que dia do Rock). Assim descobri a gravidez do Francisco!
Como contei para o Rafael que estava grávida? Fica para a próxima postagem!
NÃO! EU NÃO ESTOU GRÁVIDA! Só estou relembrando!
sábado, 13 de agosto de 2011
"Não importa se eu não sou o que você quer"*
O tempo passa mas minha dor continua. Minha gravidez escondida, como uma adolescente que esconde a barriga da família. Não me lembro quando foi que contei, mas lembro que foi num impulso. Sem querer comentei a gravidez em uma lista que participo e em seguida em outra lista tbm. E de repente eu estava recebendo os parabéns pela nova gestação e isso me inundou de alegria. Resolvi compartilhar.
Aquele silêncio foi e ainda é o que mais me dói. Tudo foi dito naquele longo silêncio. Não precisava de mais nada. Nada que fosse falado depois poderia amenizar o ensurdecedor som daquele silêncio. Da imensa felicidade eu despenquei para uma depressão que parecia não ter fim. Angustia, choro... Me senti como uma menina de 13 anos grávida e julgada por toda a sociedade. Minha gravidez aos 30 anos. Minha gravidez invisível, como passei a chamar. Meu filho crescendo no meu ventre e minha gravidez indesejada (por outras pessoas). Minha barriga incomodava. Meu filho incomodava. Não recebi parabéns. Ninguém me ligou desejando coisas boas. Minha barriga crescia e continuava incomodando. Não parecia um nascimento chegando, parecia uma ferida prestes a supurar. Um peso que eu carregava resultado da minha inconsequência. Ali, no meu corpo, para todos verem, estava a marca da minha irresponsabilidade.
Com o tempo, um ou outro coração amoleceu, mas no meu coração o som do silêncio daquele dia ficou.
Tudo mudou.
Francisco nasceu. Eu pari. Eu nasci. E as pessoas esqueceram o silêncio. Esqueceram o meu pecado. Mas em mim aquele silêncio que começou no telefone vai ficar pra sempre. Não se trata de perdoar, de deixar para lá. Era meu filho chegando. Era meu coração batendo duas vezes dentro de mim. Era eu me doando para aquele ser que eu nem conhecia.
Doeu e ainda dói. E sempre que me lembram que precisamos ser castrados (sim, essa é a palavra que quero usar) eu lembro de toda a dor que senti. E sempre que olho para meu filho, lembro de tudo que não foi desejado para ele. E sempre que lembro de tudo isso, vejo como o Francisco é especial. Tão especial que conseguiu mudar tudo antes mesmo de nascer. Tão especial que fomos paridos!!!
A aí percebo como tem gente mesquinha de sentimentos.
Mas a vida está aqui. E hoje faz dois anos que descobri que descobri que essa nova vida estava chegando!
Parabéns Francisco e parabéns para mim! Que todos possamos ser felizes, ter saúde e uma vida longa!
*Me adora - Pity
quarta-feira, 20 de julho de 2011
3 Maneiras Simples...
Então... Aqui em casa está tudo muito complicado, muito mesmo. A Luiza mudou da água para o vinho. Não! Para o vinho, não! Para a pinga mesmo! Affff! O Henrique parece que esqueceu tudo o que aprendeu. Não sabe se "comportar" mais. Come feito um "monstro", cutuca o nariz em qualquer lugar... O Pietro está se tornando uma criança que ninguém quer ficar perto, pois seu comportamento está terrível. O Francisco precisa de atenção full time não só por conta da idade dele, mas pq ele exige mesmo!
E então percebi que tudo isso é reflexo de mim mesma. Se eu estou no meio de um furação, como posso querer que as coisas em volta de mim estejam no lugar? Mas a gente demora muito para reconhecer que estamos no meio do furação. Lembro do filme Twister. Lá eles falam que no olho do tornado não há vento e tudo é calmo! Na minha cabecinha eu estou fazendo tudo certo, mas ao meu redor tudo está voando e fora do lugar! Então isso significa que eu só estou no olho do tornado! E quem tem que sair desse olho sou eu, se não tudo continuará voando loucamente ao meu lado e levando para longe os que eu amo, tornando cada vez mais difícil de resgatá-los!
Quando cheguei a essa constatação fiquei imaginando o que eu poderia fazer. Lembrei desse guia que coloquei o link aí em cima.
As 3 maneiras são tão simples, mas tão simples que quando lemos falamos sem nem pensar "mas eu já faço isso!". Mas se detalharmos cada maneira vemos que estamos meio longe do ideal! Vamos às maneiras:
- reservar tempo uns para os outros
- melhorar a comunicação
- ressaltar valores
Ca-ra-ca! Só isso!
Lá na primeira maneira, na página 12 do guia, diz "desliguem a televisão". Todos os dias eu reclamo da TV. O mundo pára para assistir TV aqui em casa. Dia desses a Luiza virou de costas para o prato, apoiou os cotovelos na mesa, apoiou o queixo nas mãos e ficou assistindo um filme! Eu já me livrei desse vício televisivo. Assisto filme só em DVD que dá para pausar e assistir outro dia ou outra hora! Mas e a internet? Percebi que passo horas na frente dessa telinha para o mundo. O que tem me acrescentado isso? Muita coisa. Mas o que eu tenho perdido com isso? Muito mais.
Me conectei com o mundo, mas me desconectei com minha família, com meus filhos.
Tomei uma decisão um pouco radical, mas poderia ser mais. Internet 3 vezes por semana. Segunda, quarta e sexta. Somente de noite depois que as crianças forem dormir!
Sei que vai ser difícil, que vou sentir falta. Que vou arrumar mil motivos justos para dar só uma entradinha e olhar só um email rápido, mas vou resistir. Como um viciado em drogas em recuperação. A solução para não cair em tentação é não ter por perto. Vou deixar o modem 3G com o Rafael! Simples assim!
Quero muito meus filhos peto de mim novamente e não voando por aí sem rumo e sem saber onde eles podem cair!
Quando começo? Se for igual regime, que só começa de segunda-feira, sei que não vou começar nunca! Então começa hoje mesmo! Daqui há pouco!
Quero minha família feliz de novo!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Adeus pano verde!
Lógico que coloquei ele com um bicho de pelúcia dentro para testar hehehe Quando o Pietro nasceu eu sentia muitas dores da cesárea e só quando ele estava com 5 dias eu resolvi colocá-lo no sling:
Ainda desajeitada e um pouco insegura eu fui testando e tentando posições:
Logo nós dois já estávamos familiarizados e o Pietro passou a ficar muito tempo no sling:
Fiquei conhecida no condomínio onde morava e na região em volta como a moça que carrega o bebê no pano verde. Muita gente vinha e falava: "ah! Você tem um pano verde para carregar bebê, né?!" E eu não sabia sair de casa sem o meu pano verde!
Carreguei o Pietro nesse sling verde até quando ele tinha 1 ano e 10 meses. Não deu para usar o sling com o Pietro por mais tempo, pois na minha barriga já estava o Francisco heheh
Em abril de 2010 o pano verde voltava à ativa:
quinta-feira, 17 de março de 2011
Pipas brancas
Durante todos esses dias eu esperei por notícias desse bebê, que passou a ser amado por muitas pessoas que nem o conheciam, mas que diariamente oravam por ele e sua família. A mãe, uma mulher certamente muito forte, pedia mensagens com palavras de conforto. Eu nunca escrevi para ela...
Não foi por preguiça, por não achar necessário ou por achar que ela já estava recebendo as mensagens de outras pessoas. Foi por não ter palavras. O que eu poderia dizer? Como poderia confortá-la? Eu aguardava ansiosa por melhoras do bebê. Aguardava pela "boa notícia" para mandar uma mensagem. Mas a notícia veio ontem e não foi a boa notícia que esperávamos.
O que dizer agora?
Uma materna falou que se tornou uma mãe melhor por causa desse bebê.
Acho que é isso que ele nos trouxe. Desde que soube da sua luta abraço meus filhos com mais força, olho mais para o rostinho deles, sinto mais o cheiro suado do corpinho deles.
Mas o que dizer agora para a família que ficou? Não sei. Meus problemas parecem tão ridículos perto do que eles devem estar sentindo. O que é um carro com problema, uma casa bagunçada, um filho com febre? O que é não saber o que fazer para o almoço e ficar desanimada com isso? O que posso falar para essa mãe? Nunca vou dizer que entendo sua dor. Nunca vou dizer que imagino, pq não imagino nem de longe o que ela está sentindo.
Outra materna sugeriu pipas brancas em homenagem ao pequeno que voltou ao Pai. E é isso que deixo para eles...
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Sobre tudo e sobre nada
Qualquer coisa que me faça feliz: o olhar do Pietro, o sorriso do Henrique, as "tiradas" da Luiza e as conquistas do Francisco. O sol da manhã, a brisa noturna, o cheiro da chuva, o cantar do galo. O cachorro latindo, suco de manga, salada colorida, lima gelada. Morango com creme de leite e suspiro, andar na rua de tarde, pão quentinho, dormir até mais tarde. Barulhinho de bebê pequeno, fogos de artifício, seriado na TV, cinema com a família. Pipoca de tarde, conversinha de bebê, piscina no calor, estrada vazia. Natal, aniversário de filho, aniversário de casamento. Carinho de gato, lua cheia, cheiro do mar, abraço de filho, lembrança da vó. Lembrança do parto, (re)conhecer o filho, cheiro de filho. Tantas coisas, quase nada...
Sobre toda minha vida: nasci em 79 em Salvador. Cresci em São Paulo. Estudei em 5 escolas. Tive muitos amigos. Passava as tardes na casa da minha avó. Fui crescendo. Passava as tardes sozinha em casa! Estudava de manhã. Fiz natação. Quis ser psicóloga. Quis ser veterinária. Quis ser médica. Quis ser terapeuta ocupacional. Namorei. Quis ser mãe. Tabalhei. Engravidei. Fui mãe. Cresci. Juntei. Separei. Fui para o Mato Grosso. Voltei. Casei. Fui para Goiás. Fui mãe de novo. Cresci. Voltei para São Paulo. Trabalhei. Estudei. Fui mãe de novo. Cresci. Estagiei. Engravidei de novo. Pari; pari meu filho! Cresci muito. Mudei para a Bahia. Tantas coisas em poucas linhas.
Tem dias que aacordo com sono, cansada e quando ouço o barulho das criançs no quarto ao lado fico pensando no trabalho que eles dão. Hoje eu escolhi não pensar no trabalho. Escolhi pensar nas bênçãos, nas alegrias, noss beijinhos babados. São só crianças! Estão só apredendo! E eu sou a mãe! A melhor mãe do mundo para eles!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Nem tudo são flores
Realmente eu escolhi, eu quis e eu desejei ardentemente isso!
Esses dias atrás eu estava sentada na sala e meus filhos estavam no sofá! Só olhar para eles fez meu coração se encher de alegria: meu sonho realizado! Quantas pessoas no mundo podem dizer que realizaram um grande sonho? Meu sonho era ter muitos filhos e eu tenho e sou mãe deles. Nunca deleguei os cuidados deles à outra pessoa, nunca deixei de cumprir meu papel de mãe! Sou muito feliz por ser mãe!
Mas não é por isso que nunca vou estar cansada, descabelada e com vontade de sair correndo e gritando! Não é por eu ter desejado tanto que eu vá ter uma mente equilibrada para o resto da minha vida e nunca vá falar que está cansada com a gritaria das crianças!
Ser mãe exige paciência, determinação, coragem, sensibilidade e loucura! Não, eu não escrevi errado! Um pouco de loucura faz bem! Se eu estiver achando tudo lindo, perfeito e maravilhoso, algo está errado, pois nem tudo na vida materna são flores! A rosa é linda, mas tem muitos espinhos! Nunca ouvi alguém dizer que não gosta de rosas por causa dos espinhos!
Muitas vezes sinto muita, mas muita mesmo, falta de um tempo só para mim, um tempo para estudar, passear, relaxar sozinha, sem ficar esperando um choro, um pedido de água, sem esperar que um menino pelado vai entrar e pedir para ajudar a por a calça! Eu preciso disso! Preciso de um tempo só para mim, só ee comigo mesma! Mas sei que hoje não é possível, mas vai ser um dia! Enquanto isso eu só gostaria de dizer que eu amo meus filhos, amo ter muitos filhos, amaria ter mais filhos, amo minha vida e amo minha família! Mas nem tudo são flores na maternidade!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ano novo, pratos novos
Aí que resolvi mudar isso. Fazem só três dias, mas tem sido um sucesso total! Saladão como prato principal e algo para comer junto (arroz e feijão ou arroz com carne...). Ontem quase deu briga! Todo mundo queria repetir a salada e achei isso o máximo! O Henrique vibra cada vez que vê a travessa com salada! E eu faço a salada em uma daquelas formas marinex, das grandes. Parece salada de restaurante! Salada para 5 pessoas! O que foi na salada de hoje:
-1 pé de alface pequeno
- 1/4 de um pé de acelga grande
- 1 cenoura ralada
- 1 pepino cortado em cubinhos pequenos
- 1 tomate em cubinhos tbm
- 1/2 cebola picadinha
É de lamber a travessa heheheh
Espero continuar assim! Gosto de salada e de comida que faz bem. Não sou natureba (sem ser pejorativa na palavra), mas gosto de coisas que fazem bem e que são gostosas!
E comecei nesse ano a fazer compostagem, para fazer adulbo para nossa hortinha! Todos os restos de frutas, verduras e legumes vão para nosso cantinho da compostagem! E em algumas semanas vamos começar a plantar na hortinha! Não vejo a hora! E nossas galinhas vão começar a botar e tudo vai ser muito legal para as crianças!
Logo coloco foto da nossa hortinha! Hoje estamos fazendo a cerquinha!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
2011
2010 começou bem! Eu estava grávida, esperando o Francisco, meu quarto filho! Eu estava ainda sem saber como seria meu parto. Não tinha nada definido. E nem definiria nada. A Luiza veio para a Bahia em janeiro e eu e os meninos fomos passar uns dias em Atibaia. O Rafa estava trabalhando em um salão no Campo Grande, bairro que eu cresci!
Os meses passaram rápido e posso dizer que 2010 teve muito anos, tantas foram as coisas que aconteceram.
Eu desejava e sonhava com um parto natural depois de 3 cesáreas. A busca durou uns 10 anos em termos de desgaste físico e emocional. Muito mais emocional do que físico! Acho que essa busca pelo parto e as decisões que foram tomadas me ajudou a crescer e a fortalecer meu relacionamento com o Rafa.
Enfim em abril eu pari. Acho que o parto foi tão fácil se comparado à busca por ele... A decisão mais difícil da minha vida eu tive que tomar sozinha. Mentir que eu tinha somente uma cesárea, confinado e acreditando que meu corpo funcionaria direito e arcar com todas as responsabilidades e consequencias caso não funcionasse. Essa foi a decisão mais difícil, sem sombr de dúvida! Acredito que nunca mais terei que fazer uma escolha tão difícil na minha vida e espero não precisar mesmo!
Mas enfim tudo deu certo e eu pari. Não me sinto culpada em sentir que todo o mérito foi meu e do meu marido. Foi mesmo! O Movimento de humanização não foi nada humanizado comigo. Não consegui apoio onde procurei. Não consegui soluções quando pedi. Não tive nem palavaras de conforto quando precisei. Mas isso não tem importância, pois EU CONSEGUI. Ainda tenho um pouco de mágoa sim. Poderia ter sido diferente. Eu poderia ter parido em casa como eu queria. Eu poderia ter tido uma equipe legal comigo. Mas não tive. Por isso levo todo o mérito por ter conseguido meu parto. Eu e meu marido.
Em junho decidimos sair de São Paulo e mudarmos para a Bahia, Feira de Santana. Em julho o Rafa embarcava para cá e em agosto vinha eu e as crianças! Nova vida!
Aqui muita informação nova, muita coisa nova, mas nada que já não estivesse aí! Casa nova, grande e com quintal. Piscina de plástico. Pé de acerola. Pracinha com parquinho. Chamado na igreja (lider de prof. visitante). Blog da igreja (chamado de blogueira da Ala, que segundo o Rafa eu inventei e assumi hahahah). Natal com a minha mãe aqui. E fim! O ano acabou!
Balanço:
No começo do ano tínhamos 3 filhos, agora temos 4.
No começo do ano morávamos em um apartamento de 50 m², agora só a parte de terra do quintal tem 76m².
No começo do ano morávamos em São Paulo, agora moramos na Bahia.
Temos 3 galinhas e dois gatinhos!
Continuamos felizes!
Promessas para 2011:
-ser feliz sempre!!!!!!!
sábado, 27 de novembro de 2010
Amor maior?
Não posso dizer que amo mais o Francisco do que amo a Luiza. A Luiza me mostrou o amor maternal. Lembro como se fosse hoje o sentimento que eu nunca havia experimentado antes toda vez que eu olhava para ela. Foi algo mágico, algo que eu não conseguia explicar, por nunca ter sentido antes. E como eu nunca havia sentido antes eu não entendia e achava tudo maravilhoso! Era tão forte e poderoso aquele sentimento que eu acreditava que jamais poderia sentir aquilo por outro bebê! Como posso dizer que amo mais o Francisco do que a Luiza?
E como posso dizer que amo mais o Francisco do que amo o Henrique? O HEnrique foi meu primeiro menino. Meu tão desejado menino! Eu sempre quis ser mãe de meninos e o Henrique foi o primeiro. Eu sabia assim que fiquei grávida dele que era o meu menino que estava chegando! Quando ele nasceu, aquele amor que eu senti quando a Luiza nasceu foi facilmente reconhecido. Sim, eu era capaz de amar outro bebê! E eu amava meu menino demais!!!!
E como posso dizer que amo mais o Francisco do que o Pietro? O Pietro veio para me ensinar e mostrar um jeito novo de maternar. Me mostrou outros caminhos, me ensinou a ser uma mãe melhor. O Pietro é meu filho passarinho, tão miudinho, magrinho e lindo! Na gravidez dele eu aprendi muito sobre gestação e parto. Depois que ele nasceu eu aprendi muito sobre amamentação, alimentação. Ele me trouxo tudo isso! Ele trouxe meu VBA3C! Como posso dizer que amo mais o Francisco do que o Pietro?
E o Francisco? Amo meu caçulinha lindo! Não amo mais do que amo os outros! Mas alguma coisa mudou, alguma coisa é diferente? Sim. Comparo com um enorme copo de água gelada! Água é água. Precisamos dela e sentimos necessidade de água! Mas um copo de água em um momento qualquer do dia é bem diferente de um copo de água em pleno dezembro escaldante, na 25 de março, no meio daquela muvuca de gente se acotovelando por presentes de Natal. Aquela sede que você sente que a boca chega a ficar seca! Aí você entra em uma lanchonete e fica meia hora só para conseguir comprar uma garrafinha de água que nem gelada está. Aí você abre e toma! E que água mais maravilhosa foi essa que você tomou? Foi uma água deliciosa e você vai saborear cada gotinha dela! E vai ficar feliz e grato por ter conseguido aquela garrafinha, mesmo que não estava gelada!
Meu VBA3C foi tão difícil de conseguir que o sentimento que tenho pelo Francisco é diferente. O Francisco foi meu quarto filho. Água fria! Nada diferente. Aquele amor descomunal que senti pelos outros, aquela emoção ao ver o rostinho dele pela primeira vez, foi tudo igual com os outros filhos. Mas um sentimento diferente ficou. Uma ligação especial. E não foi devido à via de nascimento, não foi o parto normal em si que nos deixou ligados. Acredito que se eu tivesse lutado até o fim e tivesse passado por uma cesárea necessárea, essa ligação, esse vínculo já teria se formado. Olho para ele e sinto uma cumplicidade entre nós. Uma luta, uma batalha que ganhamos juntos. Alguma coisa é maior entre a gente. Certamente não é o amor. E certamente o que fez essa coisa ser maior entre a gente não foi o parto normal, foi a busca por ele. As dificuldades que encontramos, os "nãos", os "... e se...", as dúvidas macabras que nos rondaram durante a gestação toda.
Nossa relação é diferente sim! Não é mais amor. É algo mais! Olho para ele e vejo um lutador, um guerreiro. Muitas crianças nascem de parto normal e um vbac tecnicamente não é mais difícil para o bebê... Mas ele esteve junto comigo nessa luta. Se eu lutei, ele lutou também. Eu pari, mas ele nasceu. E só o fato de termos conseguido juntos um VBA3C já o torna especial para mim!
Não sei dizer o que é. Sei que não é um amor maior. Talvez um dia eu entenda o que é ou talvez um dia esse sentimento passe e fique só o amor. Mas o Francisco é minha garrafinha de água no meu momento de maior sede! Ele é especial para mim!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Depressão pós-parto, EU???
Tive o parto perfeito, o parto que sonhei, o parto mais lindo do mundo!
O Francisco é um bebê lindo, sorridente, não teve cólicas, não tivemos problemas na amamentação, ele nunca passou a noite acordado, sempre dormiu bem, é sossegado!
Mas veio uma tristeza sem fim quando o Francisco estava com uns dois meses. Mas logo eu achava um culpado: Quem pode ser feliz com problemas financeiros? Quem pode ser feliz morando em um apartamento tão pequeno com 4 filhos? Não dá para ser feliz tendo que limpar bandeja de gatos que fazem cocô toda hora! E como ser feliz sendo dona de casa? É por isso que eu estou tão triste!
E além de triste eu estava sem paciência para nada e com ninguém. Mas como ser paciente com 4 filhos? Não dá para ter paciência com um menininho de 2 anos querendo chamar a atenção! Não dá para ser paciente com crises de adolescente! Não dá!
Triste, sem paciência, desanimada! Mas qualquer um ficaria desanimado morando aqui nesse apartamento com 4 filhos e 3 gatos. Qualquer um não teria vontade de fazer nada aqui!
Além de triste, sem paciência, desanimada, eu também estava irritada com tudo, sonolenta e com vontade de sumir! Mas eu achava que tinha uma razão bem lógica e obvia para tudo isso! Afinal minha vida estava muito ruim! Era assim que eu enxergava!
Mudei de cidade, praticamente mudei de vida! Altos e baixos. Dias bons, dias ruins. Mas sempre achando uma justificativa para tudo isso! Lentamente as coisas foram se agravando. Por mim eu ficaria o dia inteiro sentada na cama dando mamá para o Francisco e só! E os outros filhos e marido? Poderiam simplesmente desaparecer de um dia pro outro! Eu conhecia muito bem esses sintomas, mas seria possível? Sim, de novo!
Tive depressão pós parto quando o Henrique nasceu. Todo o primeiro ano de vida dele eu tenho somente uma lembrança embaçada. Não me lembro muita coisa. Lembro dos momentos especiais: quando ele engatinhou, quando andou e poucas outras coisas. Eu tinha um ciúme fora do comum do Henrique e só eu parecia saber cuidar dele direito. Não podia nem pensar em ter mais filhos. Melhorei quando ele tinha 1 ano.
Quando tive o Pietro eu fiquei bem, não tive nada. Tenho lembranças claras do primeiro ano dele, eu me sentia feliz, animada, morria de vontade de ter mais um filho logo.
E aí veio um filho desejado com um parto desejado e lindo. Tudo perfeito! Como eu poderia estar sentindo tudo tão parecido com o que senti quando o Henrique nasceu? Sim, eu estou com depressão pós parto.
Já ouvi que depressão pós parto não existe. Que isso é invenção da mulher. Que é para chamar a atenção... Já ouvi muita bobagem sobre isso. Mas a depressão pós parto existe sim e afeta cada mulher de um jeito diferente. Eu fico assim: triste, implicante, irritada, sem paciência, desanimada, sonolenta, com vontade de me isolar. Não rejeito o bebê. Na verdade fico querendo ele mais perto de mim. Sinto como se o BB fosse o único que não vai me julgar. Dessa vez eu não estou com ciúmes do Francisco, mas é o único filho que quero por perto. É muito triste todos esses sentimentos. Ainda mais para mim que tenho praticamente tudo o que quero. Tenho os filhos que quis ter, tenho minha linda família, tive meu tão desejado e sonhado VBA3C que eu posso dizer com muito orgulho que consegui praticamente sozinha, tenho filhos lindos, saudáveis e felizes. Hoje moro em uma casa enorme e linda. Posso não ter dinheiro, mas isso não é o que mais importa na vida hehehehe Como posso ter esses sentimentos tão horríveis? Como posso deixar esses sentimentos me transformarem tanto?
Assim que reconheci os sintomas e ACEITEI a depressão pós parto eu procurei ajuda. Estou tratando com florais e homeopatia. Comecei o tratamento há pouco tempo, menos de uma semana, e ainda não tenho muitos resultados. Mas sei que vou superar mais essa assim como superei da outra vez.
Tenho dias bons e dias ruins. Tem dias que estou bem, que brinco com as crianças, me divirto, me sinto feliz e animada. Em contrapartida fico dias me sentindo mal. O pior é ter que fingir. Eu não consigo deixar transparecer. Eu não consigo sair de casa e ficar com a cara triste. Costumo estampar meu melhor sorriso e fingir estar bem! Eu acho bem mais fácil uma cara feliz, pois ninguém vem fazer perguntas. Uma cara triste sempre traz a pergunta: “o que você tem?”. E eu não vou me abrir para qualquer um.
A depressão pós parto é assim. Acho que para a maioria das mulheres é meio vergonhosa. Principalmente para aquelas que tem tudo, como eu. Quando a mulher engravidou sem querer, teve um parto ruim, se separou ou está passando por um momento difícil aos olhos da sociedade, fica mais fácil assumir, pois vai ter um culpado. Algo como “Ah! Ela teve depressão pós parto pois engravidou sem desejar” ou “Ela teve depressão pós parto pois acabou de se separar do marido/é mãe solteira/perdeu o emprego assim que voltou da licença...”. Não estou menosprezando esses problemas, mas para a família, amigos e conhecidos fica bem mais fácil entender a depressão pós parto quando tem um problema visível. Mas e quando a vida parece perfeita e você vive a vida que escolheu para si? Aí os comentários são outros: “Isso é o que você escolheu” ou “Você que quis assim” ou “você que quis ter um monte de filhos”... Sim, eu que escolhi tudo isso que eu vivo e sou muito feliz por ter tudo o que sempre sonhei (menos dinheiro hehehe), mas não estou feliz nesse momento. Espero dar a volta por cima e logo lembrar desse período como um sonho ruim ou um pesadelo.
Escrevi esse texto para mostrar que a depressão pós parto não escolhe mulheres tristes. Ela apenas surge em qualquer mulher, forte, fraca, feliz ou triste, que estejam passando por momentos difíceis na vida ou que estejam vivendo a vida que pediram à Deus, que tenham passado por coisas tristes ou que tenham passado pelos momentos mais gloriosos da sua vida! Ela simplesmente vem e o que temos que fazer é reconhecer, assumir e tratar!
E vida nova depois disso é o que espero!
domingo, 4 de julho de 2010
Mundo virtual
Sempre prezei pela união da família: pai, mãe e filhos sempre juntos. Lógico que seria incapaz de ficar com um homem que não amo ou que não nos respeite só para manter a família junta. Mas esse não é o caso da minha família! Nos amamos, pensamos muito em nós e gostamos de estar juntos sempre. Valorizo cada momento com meus filhos, pois sei que no futuro isso fará toda a diferença na vida deles. Estar presente sempre na vida dos filhos faz com que eles tenham uma referência importante, tenham um porto seguro para atracar quando no futuro sentirem necessidade. E não estou falando só por mim, mas pelo meu marido tbm. Nos dias de hoje é muito comum não ter pai em casa (eu não tive e meu marido tbm não!!!). Valorizamos muito nossa família completa. Isso é uma coisa que eu acredito muito. Eu fico 24 horas com meus filhos. Minha mãe não podia ficar todo esse tempo comigo, pois trabalhava, mas nunca me abandonou, nunca me largou durante a semana na casa de parente e só me via de vez enquando. Ela sempre me buscava no fim do dia e ficava comigo mesmo que por poucas horas, pois logo eu ia dormir. Mas ela tbm estava presente. Enfim, acredito que família deve estar junto sempre: pai, mãe e filhos, ou mãe e filhos, ou pai e filhos, seja qual for o modelo de família que esteja em questão.
Agora nós vamos mudar de São Paulo. Vamos para a Bahia. Escrevi um email pedindo ajuda para encaminhar meus gatinhos para alguém que goste mesmo. Olha só o que escreveram para mim:
"nem eu tendo que me matar de trabalhar (em 2 empregos) pra pagar mais de 2000 de ração e mais 1.500 para empregados pra cuidar deles enquanto trabalho. De todos os problemas q sempre tive, de passar sufoco com eles comendo ração barata, de eu comer pão a 1 real o dia inteiro pra não faltar a ração deles, de ter que deixar minha filha morar com a avó durante a semana pra poder ter a vida que tenho trabalhando 12h por dia pra sustentar a todos, e eu nunca fui uma mãe de querer ficar longe do filho ou não ter trabalho com ele..."
PARA TUDO! 2000 de ração e 1500 em funcionários para cuidar dos gatinhos, mas a filha fica com a avó... Não que os gatos não mereçam carinho, cuidado e amor, mas essa filha morando com a avó e não com a mãe para a mãe trabalhar em dois empregos para manter o padrão dos gatos pode? Quem é a mãe? Essa criança não pediu para nascer mas a mãe optou por pegar os gatos e largar a menina! Ai, me descupe, mas não entendo isso....
Outro email:
"se é por conta do trabalho do SEU MARIDO (não é o seu, certo?) então ele que vá na frente, trabalhe, arrume uma casa e você fica aí, cuida dos teus filhos, da tua mãe e dos teu gatos e quando tiver uma casa pra vocês, vocês vão ficar todos JUNTOS de novo. Solução tem, basta querer resolver.
Não querida! Ficar sem o marido não pode mesmo! Ele é meu marido, meu companheiro, o pai dos meus filhos, o homem que eu escolhi para ficar comigo... Ficar sem ele não pode! Já vamos ficar longe até algumas coisas se resolverem por lá. "os gatos que se danem"? Não. Eu realmetne não penso assim, mas parece que ela acha que me conhece... coitada...
Vamos nos mudar para a Bahia e simplesmente NÃO TENHO COMO LEVAR OS GATOS. Viajar com gatos nunca foi problema para mim. A Lily e o Mingau moraram em São Paulo, depois em Atibaia, depois no Mato Grosso, depois voltamos para São Paulo, depois fui para Goiás, depois voltei de Goiás e eles sempre foram junto conosco. Agora a situação é muito diferente... Mas eu não expus a situação completa nesse e-mail e teve gente que falou até que meu marido está desempregado!!! Pode isso? Ele nunca esteve desempregado!!!! A mesma pessoa que achou que o Rafa estava desempregado falou que é uma sorte que o pequeno não fala senão ele falaria que não pediu para nascer!!!! Posso com uma coisa dessas? A mulher simplesmente imaginou uma situação que só existe na cabeça dela! Eu falei que nós iriamos para a Bahia pois meu pai arrumou um emprego para meu marido lá e ela já imaginou que ele não tinha emprego aqui!!!! Enfim... gente louca...
Agora a cereja em cima do bolo! A mesma pessoa que gasta 3500 com os gatos por mês e deixa a filha na casa da avó durante a semana escreveu: "mas esqueci, as pessoas são diferentes, e por isso esse mundo está assim... com tanta tristeza, abandono e falta de compromisso..." Eu acredito que isso se deve às pessoas e no jeito que elas são criadas. Acredito que uma criança que fique longe de seus pais (ou de um de seus pais) para que gatos, cachorros, passarinhos ou seja lá qual for o bicho, seja bem tratado pede um pouco de referência do que é compromisso, do que é família, do que é abando no ou não...
Ainda em tempo, essa mesma pessoa ainda escreveu: "enfim, opções e muita correria atrás, mas sempre ciente da minha obrigação de cuidar deles enquanto não houvesse alguem melhor pra cuidar pq ter acolhido eles foi opção e escolha MINHA." Alguém tbm leu ""Enquanto não houvesse alguém melhor para cuidar"? Pois escrevi o tal email procurando justamente alguém melhor para cuidar!!!! Sei como será daqui pra frente e sei que eles iriam sofrer muito mais...
Mas acho que as pessoas perderam suas referências, desaprenderam a conviver juntas, esqueceram como sentar à mesa juntos é gostoso... Amo animais, mas jamais vou privar meus filhos de algo por causa de um animal. A Lily e o Mingau eram mais velhos do que a Luiza e pensei que fosse morrer quando eles morreram. Ontem o Mariano e o Papinho foram doados e choramos MUITO, muito mesmo. É um sentimento terrível, um sentimento de impotência, pois escolhemos nossos filhos e nós estarmos juntos acreditando ser o melhor e isso nos impossibilitou de levar os gatos. É terrível! Mas jamais vou ter que olhar para meu ilho e falar: filho, hoje as coisas são assim, pois quando tivemos uma oportunidade boa nós escolhemos não aceitar para ficar com os gatos...
Gente! isso é demais para mim!!!!
Obs.: muitas pessoas foram legais, não julgaram e deram idéias! Acho justo falar delas também!









